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Tratamento da enxaqueca

Tuesday, December 8th, 2009
TRATAMENTO DA ENXAQUECA  O primeiro passo para um tratamento eficaz da enxaqueca ou outra dor de cabeça, cefaleia, como a cefaleia tensional, cefaleia em salvas é o correto diagnóstico. Quando a dor é diária, mais dias com dor do que sem dor, o tratamento muda consideravelmente.

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tratamento da enxaqueca 

TRATAMENTO DA ENXAQUECA

O primeiro passo para um tratamento eficaz da enxaqueca ou outra dor de cabeça, cefaleia, como a cefaleia tensional, cefaleia em salvas é o correto diagnóstico

Quando a dor é diária, mais dias com dor do que sem dor, o tratamento muda consideravelmente

Na enxaqueca, o mais importante é o tratamento preventivo, cuidado com o uso excessivo de analgésicos

Entender o que é a enxaqueca é fundamental para o paciente, saber suas causas e como evitá-la

Entender que o sistema de dor é um sistema de defesa do organismo que dispara quando algo nao está bem, e na enxaqueca ele dispara demais

Portanto é imprescindível tratar o problema na sua raiz, evitando que o sistema de dor dispare excessivamente, analgésicos nāo  sāo tāo importantes como os preventivos

Existem tratamentos medicamentosos e nao medicamentosos para enxaqueca. Normalmente eles sāo associados

Exercícios físicos, psicoterapia, higiene do sono, manejo do estresse, relaxamentos, fisioterapia, acupuntura sāo formas de tratamento nāo medicamentosos para enxaqueca.

Evitar os desencadeantes é também importante, para entender melhor muitas vezes é necessário preencher um diário, anotando a ocorrência das crises e os fatores que as provocaram

Os principais desencadeantes sāo:

  1. preocupações, ansiedade, stress
  2. ficar sem comer, bebida alcoólica, excesso de café, adoçantes
  3. Período menstrual na mulher
  4. Dormir pouco, dormir muito, sono mal dormido
  5. Sol, claridade, mudancas climáticas
  6. Cigarro, poluiçāo

Dietas muito restritivas nāo adiantam muito a nāo ser que seja constatada alguma alergia, intolerância à lactose ou doença celíaca (glúten).

Muitos remédios podem ser usados para o tratamento da enxaqueca. Dividimos em algumas classes: 1.antidepressivos 2.neuromoduladores 3.betabloqueadores 4.outros

Antidepressivos tricíclicos como a amitriptilina ou nortriptilina sāo usados, mas outros mais recentes como os inibidores de recaptaçāo de serotonina / noradrenalina sāo melhores tolerados

Sāo eles

Escitalopram, paroxetina, citalopram (sertralina e fluoxetina sāo neutros p enxaqueca)

Venlafaxina, duloxetina e agomelatina sāo uteis

Topiramato e divalproato sāo os neuromoduladores (chamados tb de anticonvulsivantes) mais prescritos, topiramato induz a perda de peso. Gabapentina, pregabalina podem ser usados

Atenolol, propranolol, metoprolol sāo os betabloqueadores mais frequentes, sāo bem tolerados, devem ser evitados em pacientes com asma

Flunarizina funciona bem, mas aumenta peso e pode agravar depressao. Pizotifeno e uma opcao Verapamil é primeira escolha para cefaleia em salvas.

Melatonina é bem tolerada e eficaz no tratamento da enxaqueca, também boa para insônia, sem efeitos colaterais

Vitamina B2 (riboflavina), Magnesio e Coenzima q10 ja foram estudados

Petasitis hibridus e tanacetum parthenium sao fitoterapicos com estudos positivos na prevençāo da enxaqueca.

A toxina botulínica tipo A (BOTOX) foi comprovada eficaz para o tratamento da enxaqueca crônica.

Procure um neurologista, insista no tratamento, se um remédio nāo funcionar pode-se tentar outros. Procure fazer exercícios físicos, dormir bem, nāo exagere no álcool, café, nāo se preocupe excessivamente, controle a irritaçāo

Para mais informações acesse o http://cefaleias.com.br

Para marcar uma consulta com o Dr Mario Peres, médico neurologista, diretor do Centro de Cefaleia Sāo Paulo, ligue para 

Centro de Cefaleia São Paulo, situado a R Joaquim Eugenio de Lima, 881 cj 708, fone (11) 3285-5726  Jardins – São Paulo – SP

Consultório no Hospital Albert Einstein, Sala 110- 1 andar, (11) 2151-0110  Morumbi, São Paulo, SP

Leia o livro Dor de Cabeça: o que ela quer com você? Integrare Editora, Escrito pelo Dr Mario Peres

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Potencial uso da melatonina no tratamento da enxaqueca e outras cefaleias, dores de cabeça

Thursday, June 18th, 2009

Potencial uso terapêutico da melatonina na enxaqueca e outras cefaléias.
Expert Opin Investig Drugs. 2006 Apr; 15 (4) :367-75.

Peres MF, Masruha MR, Zukerman E, Moreira-Filho CA, Cavalheiro EA.

Há crescentes evidências de que cefaléias são conectados com secreção de melatonina e a função pineal. Pacientes podem apresentar padrão sazonal e circadiano da dor, fragmentação do sono, cefaléia hípnica. Níveis diminuídos de Melatonina foram encontrados em cefaléia em salvas, enxaqueca e outras dores de cabeça. A fisiopatologia das cefaléias estão relacionadas a melatonina de muitas maneiras, incluindo o seu efeito anti-inflamatório, varredura de radicais livres tóxicos, a regulação de citocinas pró-inflamatórias, óxido nítrico, inibição da liberação dopamina, estabilização de membrana, potencialização do GABA e analgesia opióide, proteção da neurotoxicidade do glutamato, regulação neurovascular, modulação da serotonina, a similaridade na estrutura química de indometacina. O tratamento de cefaléias com melatonina e outros agentes cronobióticos, como agonistas (ramelteon e agomelatina), é promissor e há um grande potencial para sua utilização no tratamento cefaléia.

 clique aqui para ler o pdf do artigo melatoninEOID2006

Potential therapeutic use of melatonin in migraine and other headache disorders. Expert Opin Investig Drugs. 2006 Apr;15(4):367-75.

 Peres MF, Masruha MR, Zukerman E, Moreira-Filho CA, Cavalheiro EA.

 There is increasing evidence that headache disorders are connected with melatonin secretion and pineal function. Some headaches have a clearcut seasonal and circadian pattern, such as cluster and hypnic headaches. Melatonin levels have been found to be decreased in both migraine and cluster headaches. Melatonin mechanisms are related to headache pathophysiology in many ways, including its anti-inflammatory effect, toxic free radical scavenging, reduction of pro-inflammatory cytokine upregulation, nitric oxide synthase activity and dopamine release inhibition, membrane stabilisation, GABA and opioid analgesia potentitation, glutamate neurotoxicity protection, neurovascular regulation, 5-HT modulation and the similarity in chemical structure to indometacin. The treatment of headache disorders with melatonin and other chronobiotic agents, such as melatonin agonists (ramelteon and agomelatin), is promising and there is a great potential for their use in headache treatment.

Aura persistente de enxaqueca: tratamento com topiramato e melatonina

Tuesday, September 16th, 2008

AURA PERSISTENTE DE ENXAQUECA: RELATO DE DOIS

CASOS TRATADOS COM TOPIRAMATO E MELATONINA

Gonçalves AL, Vieira DSS, Masruha MR, Zukerman E, Peres MFP.

Instituto de Ensino e Pesquida do Hospital Israelita Albert Einstein,

Instituto do Cérebro. São Paulo, SP, Brasil

Introdução: A aura persistente de enxaqueca sem infarto é uma

condição rara e caracterizada por sintomas de aura persistindo

por mais de uma semana sem evidência de infarto em exame de

neuroimagem. Relato do caso 1: Relatamos o caso de um

menino de 11 anos com quadro aura persistente de enxaqueca.

Apresenta avaliações oftamológicas normais e tem EEG, doppler

transcraniano, ressonância com angio-ressonância de crânio e

PET-CT normais. Foi submetido a tratamento com flunarizina,

carbamazepina, ácido valpróico e lamotrigina sem melhora do

quadro. Tratado com diamox 750mg/dia obteve reversão completa

dos sintomas visuais por uma semana. Após tratamento com

topiramato (125mg) houve reversão da aura em 70% e em 100%

das crises de enxaqueca. Durante o tratamento o paciente queixou-

se de insônia e foi introduzida melatonina 3 mg, com melhora

dos sintomas visuais em 90%, da insônia e do aprendizado,

pois as alterações visuais o atrapalhavam para ver a lousa. Relato

de caso 2: Relatamos o caso de uma menina de 14 anos com

quadro de aura persistente de enxaqueca, há 3 anos. Tem avaliações

oftalmológicas, EEG e ressonância de crânio, normais. O

PET-CT, realizado no momento da dor, mostrou hipermetabolismo

em região frontal e giro do cíngulo. Previamente a nossa avaliação

a paciente foi submetida a tratamento com oxcarbazepina

pela hipótese de epilepsia occipital benigna do tipo Gastaut, porém

não apresentou melhora dos sintomas. Após introdução de

topiramato (100mg) a paciente apresentou melhora de 100% nas

crises de enxaqueca e de 70% nos sintomas visuais. Discussão:

A aura persistente de enxaqueca é condição rara sem um mecanismo

fisiopatológico bem definido. Desconhece-se um tratamento

eficaz. Em revisão recente da literatura foram analisados 29 casos

de aura persistente de enxaqueca e em nenhum dos casos

descritos houve relatos de melhora com o topiramato e/ou

melatonina.

LA MELATONINA PUÒ PREVENIRE L’EMICRANIA

Sunday, June 5th, 2005

italiasalute.it

 

La melatonina, oltre ad essere nota come valido aiuto per il sonno, pare inoltre essere un efficace arma preventiva contro l’emicrania.
La melatonina è comunemente definita un
ormone, ma sarebbe meglio definirla un mediatore chimico. Essa, secreta da una ghiandola endocrina, la pineale (epifisi), è coinvolta nella regolazione del ciclo circadiano. La melatonina è anche ritenuta un elemento fondamentale per la prevenzione di molte malattie, incluso cancro, malattie autoimmuni e cardiovascolari.
Secondo Mario F. P. Peres, dell’Hospital Israelita Albert Einstein, di
Sao Paulo, intervenuto sulla rivista Neurology, stanno aumentando le prove circa il legame tra la secrezione di melatonina e l’emicrania.
Livelli alterati della melatonina, affermano i ricercatori, sono stati osservati nell’emicrania cosiddetta “a grappolo”, con e senza “aureola”, nell’emicrania mestruale, e in quella cronica.
I ricercatori hanno verificato l’efficacia della melatonina nell’impedire l’emicrania, con o senza aureola, in 34 pazienti.
Ai partecipanti sono stati somministrati 3 milligrammi di melatonina 30 minuti prima di andare a letto.
Fra i 32 soggetti coinvolti che hanno terminato lo studio, 25 hanno avvertito una riduzione di almeno il 50 per cento della frequenza dell’emicrania dopo tre mesi di trattamento.
In particolare, otto pazienti hanno avuto una completa remissione dei sintomi, sette hanno avuto una riduzione della frequenza dei sintomi del 75 per cento, e dieci hanno avuto una riduzione fra il 50 per cento e 75 per cento.
In nessun caso è stato osservato un aumento della frequenza delle emicranie.
Anche valutando l’intensità e la durata degli episodi di emicrania si è avuto un miglioramento e l’uso di antidolorifici si è ridotto.
I ricercatori hanno precisato che lo studio, il primo del genere, dovrà essere ripetuto su di un maggior numero di pazienti e comparando la melatonina con un placebo.
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Melatonina, aminoácidos e a fisiopatologia da enxaqueca

Sunday, March 20th, 2005
 

 

Melatonina, aminoácidos e a fisiopatologia da enxaqueca: a ponta ou o fragmento do iceberg?

 

 

 

 

 

Melatonin, aminoacids and migraine pathophysiology: the tip or a fragment of the iceberg?

Mario Fernando Prieto Peres

 

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