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Dr Mario Peres comenta estudo de AVC na Folha de São Paulo

Tuesday, October 13th, 2009

Dr Mario Peres comenta estudo de AVC na Folha de São Paulo.

CLaudia Colucci especial para folha saúde, na Folha de São Paulo de 13 de outubro de 2009 escreve sobre estudo sobre Ressonancia Magnética em AVC.

CLÁUDIA COLLUCCI
da Folha de S.Paulo

Um exame dos movimentos dos olhos do paciente, com duração de um minuto, é mais eficaz do que a ressonância magnética para detectar um tipo de AVC (acidente vascular cerebral), concluiu um estudo da Universidade Johns Hopkins (EUA), publicado na revista científica “Stroke”.

Para os neurologistas, os resultados são inovadores, mas precisam ser confirmados em testes de maior escala e se aplicariam apenas a uma parcela de pacientes em que o derrame apresenta sintomas semelhantes à labirintite (tontura e náuseas, por exemplo).

O estudo americano avaliou 101 pacientes. O teste ocular diagnosticou corretamente todos os casos de AVC. Já a ressonância falhou em oito casos.

O teste ocular é preconizado porque pacientes que estão tendo um derrame podem ter alterações no movimento dos olhos. Alguns não conseguem ajustar imediatamente a posição dos olhos se sua cabeça for movida rapidamente para o lado, ou apresentam movimentos desconexos quando tentam focar um objeto.

No estudo, os pacientes foram submetidos a três testes de movimento ocular. Um deles avaliou a incapacidade de a pessoa manter os olhos estáveis quando a cabeça era girada rapidamente para os lados.

Também foi observado se ocorriam movimentos aleatórios dos olhos quando os pacientes acompanhavam o dedo do médico. Por fim, verificou-se se um dos olhos ficava elevado em relação ao outro.

Após o teste, cada paciente foi submetido a uma ressonância magnética. No final, 69 pacientes foram diagnosticados com derrame e 25 com problemas no ouvido interno. O restante apresentava outros problemas neurológicos.

Utilizando apenas o exame dos movimentos dos olhos, os pesquisadores diagnosticaram corretamente todos os casos de AVC e 24 dos 25 casos de labirintite. Por outro lado, o exame de ressonância deu falso-negativo em oito dos 69 pacientes com derrame. O erro foi sanado com um segunda ressonância -providência adotada nos casos em que o primeiro exame não havia constatado o AVC.

Mesmo reconhecendo que o número de pacientes avaliados é pequeno, pesquisadores da Johns Hopkins estão otimistas com os resultados, especialmente pela precisão e pela redução de custos que o teste ocular representaria.

“A ideia de que um teste na cama possa superar um moderno exame de neuroimagem como a ressonância magnética é algo que a maioria dos médicos diria ser impossível, mas nós mostramos que isso é possível”, afirma David Newman-Toker, um dos autores do estudo.

O neurologista Mario Peres, do hospital Albert Einstein, considera o estudo americano “interessante e inovador”, mas diz que o número de pacientes avaliados é pequeno para qualquer conclusão. “É um pouco simplista achar que um exame ocular pode resolver todo o quadro diagnóstico do AVC.”

Segundo Peres, tonturas são de difícil diagnóstico na neurologia. Podem ser originadas de alterações metabólicas, circulatórias, labirínticas, visuais e também um sintoma do AVC. “O diagnóstico não se baseia só no exame ocular, mas sim em todo o exame neurológico e história clínica, e caso necessário, utilizamos as informações que a ressonância pode nos dar

Cefaleia Vascular

Wednesday, September 23rd, 2009

Cefaleia Vascular

O que é uma cefaleia vascular?

A cefaleia vascular é uma denominação para dores de cabeça do tipo enxaqueca, pois na fisiopatologia da enxaqueca existe um componente vascular importante, pois ocorre vasodilatação, a dor é do tipo pulsátil, latejante.

A primeira teoria sobre enxaqueca foi a teoria vascular, idealizada por Graham e Wolff. Dores de cabeça que estejam relacionadas com os vasos, artérias ou veias no cérebro, são então chamadas de cefaleias vasculares. Porém, uma cefaleia vascular pode ser primária como no caso da enxaqueca, ou secundária quando alguma outra doença arterial está presente como um aneurisma cerebral, avc, avci, avch, arterite, arterite temporal, dissecção arterial, estenose arterial, trombose venosa cerebral.

Remédios que atuam no componente vascular são os betabloqueadores, propranolol, atenol, metoprolol, selozok, os bloqueadores do canal de cálcio, flunarizina, e na crise de dor os triptanos, naratriptano, naramig, sumatriptano, sumax, imigran, rizatriptano, maxalt, zolmitriptano, zomig

Dores de Cabeça

Saturday, September 19th, 2009

dores de cabecaDores de Cabeça

Encontre aqui tudo sobre os diversos tipos de dores de cabeça.

As dores de cabeça podem ser sinal de alguma doença como uma infecção, sinusite, meningite, ou alguma doença neurológica como um tumor cerebral, aneurisma cerebral, avc, traumatismo craniano.

As dores de cabeça podem ser primárias, ou seja, a própria manifestação das crises de dor de cabeça, sua recorrência e associação com outros acompanhantes, como na cefaleia tensional, cefaleia crônica, enxaqueca, enxaqueca sem aura, enxaqueca com aura, cefaleia em salvas, cefaleia cervicogênica .

Atenção! Não se auto-medique! Procure um médico para realizar um correto diagnóstico e tratamento. Este texto foi escrito pelo Dr Mario Peres, 

Para marcar uma consulta com o Dr Mario Peres, médico neurologista, ligue para:

Centro de Cefaleia São Paulo, situado a R Joaquim Eugenio de Lima, 881 cj 708, fone (11) 3285-5726  Jardins – São Paulo – SP

Consultório no Hospital Albert Einstein, Sala 110- 1 andar, (11) 2151-0110  Morumbi, São Paulo, SP

Para saber mais sobre as publicações do Dr Mario Peres clique em artigos. Para saber mais sobre o centro de cefaleia clique em clínica. Para saber mais sobre os tratamentos de enxaqueca clique em enxaqueca ou dor de cabeça

Lesões em Ressonância Magnética de pacientes com Enxaqueca: o estudo CAMERA II

Sunday, September 13th, 2009

congressoenxaquecaIHC2009

Lesões em Ressonância Magnética de pacientes com Enxaqueca: o estudo CAMERA II.

Dr Michel Ferrari foi premiado com a conferência “International Headache Society Special Lecture” e falou sobre o estudo CAMERA II.

Lembrando do estudo CAMERA I, que mostrou dados importantes para o entendimento dos mecanismos da enxaqueca, analisando 295 exames de ressonância magnética sendo 140 controles, 161 pacientes com enxaqueca sem aura e 134 com enxaqueca com aura. Foram observados 4 achados no estudo: 1. Presença de lesões de substância branca em pacientes com enxaqueca, sendo mais frequentes quanto maior a frequência das crises de dor de cabeça. 2. Mais lesões isquemicas na circulação posterior (cerebelo) em pacientes com enxaqueca com aura, 3. mais depósitos de ferro e 4. mais lesões pontinas em pacientes com enxaqueca.

O estudo CAMERA II foram re-estudados 114 pacientes com enxaqueca com aura, 89 com enxaqueca sem aura e 83 controles,porém foram avaliados testes cognitivos, provas cerebelares, presença de shunt direito esquerdo, além de avaliação clínica e de ressonância magnética (RM). Não houve diferença na progressão das lesões de substância branca no cérebro dos pacientes (também descritas como gliose) em geral, porém em mulheres com enxaqueca com aura a progressão foi maior, o estudo apresentado ainda não está completo em sua análise, teremos que aguardar mais tempo para melhor definição.

Em relação a progressão das lesões isquÊmicas da circulação posterior (AVC) em enxaqueca, pode ser observada um aumento, os autores falam em progressão, mas na realidade não há uma análise intraindivíduo para se definir exatamente se há ou não progressão, além disso a população de pacientes com enxaqueca tinham um perfil cardiovascular pior, ou seja, mais predispostos a progressão das lesões vasculares.

O estudo CAMERA II mostrou também evidência populacional de ligação de enxaqueca com shunt direito-esquerdo. Também como resultado do estudo CAMERA II, foram observados pacientes com enxaqueca com aura, enxaqueca sem aura e controles que realizaram exame de doppler transcraniano para avaliar a presença de shunt direito-esquerdo. O shunt D-E foi achado em 52% dos pacientes com enxaqueca, 60% em enxaqueca com aura, sendo 46% de shunts de moderado para grande, comparado com 29% na população de controles.

O estudo CAMERA II deve nos fornecer mais dados importantes para a compreensão da enxaqueca.

Para saber mais sobre os tópicos clique nos itens abaixo

1. NEUROIMAGEM E DOR DE CABEÇA

2. NEUROESTIMULAÇÂO EM CEFALEIAS REFRATÁRIAS

3. NOVOS MEDICAMENTOS PARA ENXAQUECA

4. CEPHALALGIA AWARD : NEUROESTIMULADOR OCCIPITAL E SUPRAORBITAL PARA TRATAMENTO DA ENXAQUECA

5. GENÉTICA DA ENXAQUECA

6. PROGRESSÃO DE LESÕES NA RESSONÂNCIA EM ENXAQUECA – O ESTUDO CAMERA II

7. Participação dos brasileiros no IHC 2009

8. Pesquisas apresentadas

Os 4 hábitos saudáveis que diminuem risco de doenças

Monday, September 7th, 2009

 

Os 4 hábitos saudáveis que diminuem risco de doenças

Não fume. Saia do sofá e faça uma caminhada. Coma bem. Mantenha-se no peso. 

Você pode ter ouvido o conselho antes. Mas você sabia que se você seguir todos esses quatro hábitos saudáveis junto, você poderia diminuir suas chances de desenvolver algumas das doenças crônica mais comuns e fatais em 80%? 

Os pesquisadores relatam neste mês em artigo da revista Archives of Internal Medicine analisaram a saúde, estilos de vida e dieta de 23.513 adultos de 35 a 65 anos na Alemanha. O estudo mostrou que aqueles que tinham hábitos mais saudáveis, foram muito menos propensos a contrair doenças como câncer, diabetes e doenças cardíacas. 

A análise incluiu um exame detalhado de cada pessoa com o peso corporal e estatura, freqüência de consumo alimentar, e quão bem eles seguiram esses quatro hábitos de vida saudáveis durante o período de oito anos de estudo: 

1. Nunca ter fumado
2. Ter realizado exercícios físicos 3,5 horas por semana 
3. Mantido um índice de massa corporal (IMC) inferior a 30 
4. Seguido uma dieta rica em frutas, verduras e pães integrais, e limitada no consumo de carnes.
A maioria dos participantes do estudo tinham pelo menos um hábito saudável, apenas 9% disseram que seguiram todos os quatro. 

Após o ajuste para fatores de risco que possam influenciar o desenvolvimento da doença, os pesquisadores descobriram que aqueles que seguiam os quatro hábitos saudáveis tiveram um risco 78% menor de desenvolver uma doença crônica, como diabetes, doenças cardiovasculares ou câncer comparados com aqueles que relataram nenhum de hábitos saudáveis. 

Especificamente, no estudo, os quatro hábitos saudáveis combinado estavam ligadas a um risco

93% menor de diabetes tipo 2 
81% menor risco de ataque cardíaco 
Risco 50% menor de derrame 
Risco 36% menor de câncer 

Mantenha um peso saudável. Seu índice de massa corporal deve ser inferior a 30. 
Nunca fume. (Mas se você já faz, você deve parar.) 
Obter pelo menos 3,5 horas de exercício por semana. 
Seguir uma dieta saudável. Pergunte ao seu médico para recomendações.

Este texto foi revisado pelo Dr Mario Peres, médico neurologista em 7 de setembro de 2009.

Para mais informações clique em enxaqueca, dor de cabeça