A enxaqueca é uma doença crônica caracterizada por crises de dor de cabeça auto-limitadas devido a uma disfunção transitória do cérebro. Os sintomas da enxaqueca são de dor de cabeça geralmente do tipo pulsátil, latejante; tipicamente em um lado da cabeça, acompanhada de náusea, às vezes vômitos, e sensibilidade à luz e sons. É uma das cefaléias mais comuns na população geral, presente de 10 a 20% dos indivíduos. É uma das cefaléias mais incapacitantes, responsável por uma média de 4 dias de trabalho perdidos por ano nas pessoas acometidas. Existem modernos tratamentos para enxaqueca que levam a um ótimo controle da doença, bem como rápido alívio das crises de enxaqueca.
Existem vários tipos de enxaqueca descritos: enxaqueca com aura, enxaqueca sem aura, enxaqueca crônica, enxaqueca episódica, enxaqueca menstrual, enxaqueca basilar, enxaqueca oftalmoplégica, enxaqueca hemiplégica familial, enxaqueca retiniana, status enxaquecoso, enxaqueca complicada e enxaqueca transformada (cefaléia crônica diária).
Enxaqueca sem aura é a forma mais comum e, na maioria das vezes, é o que popularmente se chama enxaqueca. A duração das crises é de 4 a 72 horas, e são necessárias 5 crises para considerarmos o diagnóstico de enxaqueca. Os sintomas presentes na enxaqueca sem aura incluem a dor do tipo pulsátil, de moderada a forte intensidade, tipicamente em um lado da cabeça. A cefaléia piora com atividades habituais e é acompanhada de sensibilidade a luz, barulho e cheiros, enjôo, e por vezes vômitos.
A enxaqueca com aura, por sua vez, apresenta as mesmas características da enxaqueca sem aura, porém, fenômenos visuais como luzes, pontos escuros, figuras geométricas e até a perda de uma parte do campo visual também são descritos.
A enxaqueca afeta imensamente a qualidade de vida dos que sofrem e de seus familiares. A enxaqueca acomete 20% das mulheres e 10% dos homens, mas em determinadas faixas etárias, principalmente na fase mais produtiva, entre 30 e 50 anos, as enxaquecas podem acometer até 30% das mulheres. Em estudo epidemiológico feito recentemente no Brasil foi detectada a prevalência de 15,2% de enxaqueca no Brasil. A enxaqueca é mais comum em pessoas da raça branca, seguida pela raça negra, e menos comum em orientais.
A enxaqueca é responsável por uma perda média de 4 dias de trabalho por ano nas pessoas acometidas, sendo uma das principais causas de falta ao trabalho. Estima-se, apenas no Estados Unidos, que os custos diretos provocados por consultas, remédios e médicos estejam em torno de U$10 bilhões anuais. Se pensarmos em custos indiretos provocados por faltas ao trabalho e perda da produtividade, as cifras totais sobem para U$ 27 bilhões anuais. O impacto da enxaqueca também atinge atividades familiares, sociais e escolares. Estima-se, apenas no Estados Unidos, que os custos diretos provocados por consultas, remédios e médicos estejam em torno de U$10 bilhões anuais. Se pensarmos em custos indiretos provocados por faltas ao trabalho e perda da produtividade, as cifras totais sobem para U$ 27 bilhões anuais. Apesar do grande impacto na sociedade, a enxaqueca é ainda uma doença pouco diagnosticada, muitas pessoas são acometidas mas não sabem. Por isso, a maioria dos enxaquecosos não recebem tratamento adequado para as suas dores de cabeça.
Enxaqueca sem aura é a forma mais comum e, na maioria das vezes, é o que popularmente se chama enxaqueca. A duração das crises é de 4 a 72 horas, e são necessárias 5 crises para considerarmos o diagnóstico de enxaqueca. Os sintomas presentes na enxaqueca sem aura incluem a dor do tipo pulsátil, de moderada a forte intensidade, tipicamente em um lado da cabeça. A cefaléia piora com atividades habituais e é acompanhada de sensibilidade a luz, barulho e cheiros, enjôo, e por vezes vômitos.
A enxaqueca com aura, por sua vez, apresenta as mesmas características da enxaqueca sem aura, porém, fenômenos visuais como luzes, pontos escuros, figuras geométricas e até a perda de uma parte do campo visual também são descritos.
Existe enxaqueca em diversas condições, como enxaqueca na mulher, enxaqueca na gravidez, e enxaqueca na infância (enxaqueca na criança). No Brasil 20% das mulheres tem enxaqueca, o que se deve a fatores genéticos, hormonais e ambientais.

Uma série de evidências ligam as cefaléias, particularmente a enxaqueca, e os hormônios sexuais femininos estrógeno e progesterona.
A enxaqueca na mulher é influenciada por diversas mudanças hormonais ao longo da vida, tais como a menarca, menstruação, uso de contraceptivos orais, gravidez, puerpério, menopausa e terapia de reposição hormonal.
A enxaqueca é mais freqüente, numa razão de 3:1, nas mulheres (18%) do que em homens (6%) porém, em crianças na fase pré-puberal, esta diferença não existe. As crises de enxaqueca estão ligadas ao período menstrual em 60% das vezes, e ocorrem exclusivamente neste período em 14% dos casos. Enxaquecas pré-menstruais podem também fazer parte da síndrome pré-menstrual.
A enxaqueca pode piorar na gravidez durante o primeiro trimestre, e embora a maioria das gestantes fiquem livres de dor de cabeça nos segundo e terceiro trimestres, 25% das mulheres não apresentam qualquer mudança nas crises durante a gravidez. A enxaqueca menstrual tipicamente melhora durante a gravidez, potencialmente por causa dos altos níveis mantidos de estrógeno.
A terapia de reposição hormonal pode exacerbar as crises de enxaqueca, assim como o uso de contraceptivos orais. A prevalência da enxaqueca diminui com a idade, mas na menopausa pode ocorrer uma piora.
A enxaqueca é uma doença multifatorial, podendo apresentar diversas causas. Fatores genéticos, ambientais (stress, poluição, barulho, mudanças climáticas, odores), dietéticos (glutamato monossódico (aji-no-moto), nitratos (presente em salsichas, salames), aspartame, cafeína (café, chá, coca-cola), álcool (vinho tinto) e jejum); hormonais (ovulação, menstruação, pílula anticoncepcional) e irregularidade dos padrões de sono são implicados como mecanismos causadores da enxaqueca.
Para saber mais, confira o artigo sobre Desencadeantes de enxaqueca.
A enxaqueca apresenta quatro fases distintas: pródromo, aura, cefaléia e resolução/pósdromo.
A fase da enxaqueca do pródromo, ou fase premonitória, consiste no período anterior a dor de cabeça, a cefaleia, podendo ser de dias precedendo a crise de enxaqueca. Mais de 50% dos pacientes apresentam sintomas de enxaqueca premonitórios como fadiga, bocejos, retenção de fluido, dor muscular, desejo para determinadas comidas (chocolates, carboidratos), alteração de humor. Acredita-se que boa parte destes sintomas são mediados pelo sistema dopaminérgico, e que medicações antidopaminérgicas podem evitar a crise de enxaqueca. Diminuição da serotonina também ocorre na fase prodrômica.
A aura enxaquecosa é definida por uma disfunção neurológica transitória originada no córtex cerebral (camada mais externa do cérebro) ou no tronco cerebral (base do cérebro, área de controle de funções vitais do organismo). A aura geralmente precede a crise de enxaqueca, mas também pode acompanhá-la. Em raras ocasiões, pacientes podem apresentar auras sem cefaléia. A Aura é na maioria das vezes visual, ou seja, pontos luminosos, linhas em zig-zag, pontos escuros. Podem ocorre outros tipos de aura, como as auras motoras (perda de força) ou sensitivas (formigamento ou perda da sensibilidade) geralmente em um braço, perna, face ou todo lado do corpo. A duração da aura e geralmente de 5 a 60 minutos, mas pode ser prolongada (mais que 60 minutos) ou curta (menos que 5 minutos). Auras ocorrem em cerca de 15% dos pacientes com enxaqueca, e são estes diagnosticados como enxaqueca com aura.
A fase da cefaléia é certamente, de todos sintomas da enxaqueca, a que mais incapacita o sofredor de enxaqueca. A crise típica de enxaqueca apresenta a característica dor pulsátil (latejante), localização em apenas um lado da cabeça (unilateral), piora da dor com esforço físico, dura de 4 a 72 horas. Apresenta náusea, vômitos, sensibilidade a luz, sons e cheiros associados a dor. A intensidade da dor é moderada para forte, e a crise causa grande impacto na vida do paciente, com perda da capacidade para atividades habituais.
A fase posterior à cefaléia, a fase de resolução ou posdrômica é caracterizada por intolerância a alimentos, cansaço, dificuldade em concentração, e dolorimento muscular. Esta fase é pouco estudada no campo da cefaléia, mas acredita-se que ela resulta da recuperação do organismo posterior à dor de cabeça.
O tratamento das cefaleias, particularmente o tratamento da enxaqueca em geral é dividido em dois tipos: o tratamento agudo (para aliviar a crise de dor de cabeça na hora que ela aparece) e o tratamento preventivo (para evitar o aparecimento das cefaleias). Tanto o tratamento agudo quanto o preventivo pode envolver remédios (medicamentoso / farmacológico) ou não (não medicamentoso / farmacológico), mas ambos os tipos são normalmente associados.
O tratamento da enxaqueca tem então um diagrama como vemos abaixo:
| TRATAMENTO PREVENTIVO MEDICAMENTOSO | TRATAMENTO AGUDO MEDICAMENTOSO |
| TRATAMENTO PREVENTIVO NÃO MEDICAMENTOSO | TRATAMENTO AGUDO NÃO MEDICAMENTOSO |
O primeiro passo para um tratamento eficaz da enxaqueca ou outra cefaleia, como a cefaleia tensional ou a cefaleia em salvas, é o correto diagnóstico. Quando a dor é diária, com mais dias com dor do que sem dor, o tratamento muda consideravelmente. Na enxaqueca, o mais importante é o tratamento preventivo. Tome cuidado com o uso excessivo de analgésico!
Entender o que é a enxaqueca, saber suas causas e como evitá-la, é fundamental para o paciente. Entender que o sistema de dor é um sistema de defesa do organismo que dispara quando algo não está bem, e na enxaqueca ele dispara demais. Portanto, é imprescindível tratar o problema na sua raíz, evitando que o sistema de dor dispare excessivamente. Analgésicos não são tão importantes como os preventivos!
Exercícios físicos, psicoterapia, higiene do sono, manejo do estresse, relaxamentos, fisioterapia e acupuntura sāo formas de tratamento nāo medicamentosos para enxaqueca.
Evitar os desencadeantes também é importante. Para entender melhor, muitas vezes é necessário preencher um diário, anotando a ocorrência das crises e os fatores que as provocaram.
Os principais desencadeantes sāo
Dietas muito restritivas nāo adiantam muito a nāo ser que seja constatada alguma alergia, intolerância à lactose ou doença celíaca (glúten).
Muitos remédios podem ser usados para o tratamento da enxaqueca. Dividimos em algumas classes:
Antidepressivos tricíclicos como a amitriptilina ou nortriptilina sāo usados, mas outros mais recentes como os ANTIDEPRESSIVOS inibidores de recaptação de serotonina / noradrenalina sāo melhores tolerados. Sāo eles:
Procure um neurologista, insista no tratamento, se um remédio não funcionar pode-se tentar outros. Procure fazer exercícios físicos, dormir bem, nāo exagere no álcool, café, nāo se preocupe excessivamente, controle a irritação
ATENÇÃO! NÃO SE AUTO MEDIQUE!
Um bom nível de exercícios físicos é parte importante do tratamento, exercícios físicos regulares, aeróbicos, com alongamentos, sem sobrecarregar a musculatura do pescoço. Leia mais em tratamento da enxaqueca com exercícios.
Existem várias linhas de psicoterapia, o resultado é positivo, vários estudos mostram que é possível tratar a enxaqueca com psicoterapia, especialmente a psicoterapia cognitiva comportamental.
A higiene do sono pode ajudar muito no tratamento da enxaqueca, dormir bem, conseguir aprofundar o sono, evitar pensamentos excessivos, preocupações antes de dormir, aprender a relaxar, são elementos eficazes para melhorar o controle da dor.
Aprender a lidar com as sobrecargas do dia a dia, tanto externas, quanto internas, ou seja, as cobranças que temos conosco, comum o padrão em pacientes com enxaqueca de se cobrarem muito, um alto grau de exigência consigo mesmo é prejudicial para o tratamento da enxaqueca. Aprender a relaxar, meditar, controlar a irritabilidade pode ajudar muito.
A fisioterapia pode ser usada com sucesso no tratamento da enxaqueca, hidroterapia, tratamentos posturais, aplicação de LASER, digitopressão, massagens, todos podem contribuir. Leia mais sobre o tratamento com LASER aqui.
Acupuntura pode ser também empregada no tratamento da enxaqueca sem remédios, mas é preciso uma determinação para cumprir a sequência das sessões. Leia mais no site http://www.medicoacupunturista.com.br/.
Se quiser entender melhor os tratamentos para enxaqueca, clique aqui.
Para aprender mais, confira um vídeo sobre enxaqueca.