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Tratamento de Cefaleia Refratária com Neuroestimuladores

Friday, September 11th, 2009

congressoenxaquecaIHC2009

Tratamento de Cefaleia Refratária com Neuroestimuladores

Palestra dada pelo Dr Jean Schoenen, no congresso internacional de cefaleias, filadelfia, 11 de setembro de 2009, falou sobre o conceito de cefaleia refratária, cefaleia em salvas, enxaqueca, cefaleia crônica diária, cefaleia tensional. A seguir falou sobre sua experiência no tratamento da cefaleia em salvas crônica refratária com DBS, deep brain stimulation, porém como sabe-se o implante do DBS tem riscos, ocorreu uma hemorragia intraparenquimatosa fatal em um paciente além de outras complicações, além de revelar que em um período de 6 meses de observação de pacientes chamados refratários, muitos deixaram de ser, devido ao manejo adequado dos pacientes.

Mostrou dados sobre o estimulador do nervo occipital (occipital nerve stimulator) em pacientes com cefaleia em salvas, estando 4 pacientes sem dor, 4 com raras dores, 2 com 25 a 40% de melhora e 3 sem resposta positiva, no total de 12 pacientes 9 mostraram-se satisfeitos com o tratamento, o mesmo que Goadsby em sua casuística mostrou (7 satisfeitos em 8 tratados). Saper em 2008 mostrou no AHS com o estudo ONSTIM que em 66 pacientes com enxaqueca crônica tratados com o estimulador occipital houve para o desfecho de 50% de redução um resultado significante.

O neuroestimulador pode ser usado em nervo occipital, mas também no nervo supraorbital. Goadsby publicou recentemente resultados em hemicrania continua, e também com o estimulador Bion.

occipitalnervestimulator

Outras possibilidades no tratamento com estimuladores é o aparelho de VNS (vagus nerve stimulation), o estímulo do ganglio esfenopalatino, o aparelho Cephaly (supraorbital surface electrotherapy) e a TMS (transcranial magnetic stimulation) ou EMT (estimulação magnética transcraniana) repetitiva. Estudos ainda aguardam resultados para saber o exato papel destes novos tratamentos para cefaleias, enxaqueca

O que é uma Cefaleia Crônica?

Thursday, August 6th, 2009

O que é uma Cefaleia Crônica?

Cefaleia Crônica nada mais é que uma dor de cabeça que afeta a pessoa por um período de tempo. As dores de cabeça são divididas em cefaleias primárias e cefaléias secundárias. As cefaleias primárias são a enxaqueca, a cefaleia tensional, a cefaleia em salvas, hemicrania continua. As cefaleias secundárias são as dores de cabeça que acontecem como sintoma de alguma doença, desde coisas simples como infecções brandas até tumor cerebral e aneurisma cerebral. Portanto qualquer cefaleia primária é uma doença crônica, então uma cefaleia crônica.

Escala de Dependência detecta uso excessivo de medicação analgésica para dor de cabeça

Tuesday, June 16th, 2009

Escala de gravidade de dependência detecta pessoas com uso excessivo de medicação aguda por cefaleia.

Pesquisadores da Noruega estudaram 30.000 pessoas em Akershus, estudando desta populçao 405 pacientes com cefaleias crônicas. Os pacientes com dores de cabeça diárias e que abusavam de analgésicos tinham escores da escala maiores que os que não usavam excessivamente os remédios para a crise de dor (5,6 vs 2,7). O padrão de uso dos analgésicos deve ser melhor estudado nas cefaleias diárias, pois o perfil de abuso pode ser um complicador da evolução, assim como a presença de outras comorbidades psiquiátricas.

Este artigo foi comentado pelo dr Mario Peres, em 16 de junho de 2009. 

 

The Severity of Dependence Scale detects people with medication overuse: the Akershus study of chronic headache

R B Grande et al Akershus University Hospital, Lørenskog, Norway

 Objective: To evaluate the Severity of Dependence Scale (SDS) in people with primary chronic headache and analyse the pattern of medication overuse. Design: Cross sectional epidemiological survey. A posted questionnaire screened for chronic headache. Neurological residents interviewed those with self-reported chronic headache. The International Classification of Headache Disorders was used. Split file methodology was employed for data analysis. Setting: Akershus University Hospital, Oslo, Norway. Participants: A random sample of 30 000 people, aged 30–44 years, from the general population of Akershus County, Norway. 405 people had primary chronic headache. Main outcome measure: SDS score in those with and without medication overuse. Results: The screening questionnaire response rate was 71% and the participation rate of the interview 74%. Among 405 people with primary chronic headache, 95% had chronic tension-type headache, 4% had chronic migraine and <1% had other primary chronic headaches. Of 386 persons with chronic tension-type headache, 44% had medication overuse and 47% had co-occurrence of migraine. Simple analgesics, combination analgesics, triptans, ergotamine, opioids and a combination of acute medications were overused by 65%, 27%, 4%, <1%, 1% and 2% of people, respectively. The mean SDS score was significantly higher in those with than in those without medication overuse (5.6 vs 2.7; p<0.001). Conclusion: The SDS questionnaire detects medication overuse and dependency-like behaviour in persons with primary chronic headache.

Estudo epidemiológico de cefaleia crônica diária no Brasil

Friday, May 16th, 2008

UM ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DE CEFALÉIA CRÔNICA

DIÁRIA NO BRASIL

Queiroz LP, Peres MFP, Kowacs F, Piovesan EJ,

Ciciarelli MC, Souza JA, Zukerman E

Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC;

Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP;

Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP;

Sociedade Brasileira de Cefaléia

Objetivos: Os objetivos deste estudo são estimar a prevalência

no último ano de cefaléia crônica diária (CCD), bem como estimar

a magnitude da associação de CCD com algumas características

sócio-demográficas de uma amostra representativa de adultos

da população brasileira. Métodos: Este é um estudo

observacional, do tipo transversal, de base populacional. Foram

entrevistados 3.848 indivíduos, aleatoriamente selecionados, de

18 a 79 anos de idade, nas 27 unidades da federação. A coleta

dos dados, via telefone, através de um questionário estruturado,

foi feita por leigos previamente treinados. As taxas de prevalência

foram ajustadas por sexo e idade. Estimativas de razão de prevalência

foram calculadas com método de regressão de Poisson,

ajustadas para sexo, idade, estado civil, escolaridade, tipo de trabalho,

renda familiar, índice de massa corporal e realização de

exercícios físicos regulares. Resultados: A prevalência no último

ano de CCD foi de 6,9% (IC 95%: 6,1- 7,7%), sendo 9,5% em

mulheres e 4,0% em homens. A prevalência foi maior (9,0%) na

faixa etária de 30 a 39 anos. Dos indivíduos com CCD, 73,6%

tinham cefaléia com características migranosas (migrânea e provável

migrânea) e 23,6% com cefaléia do tipo tensional ou provável

cefaléia do tipo tensional. CCD foi 2,4X mais prevalente em

mulheres, 1,72X mais em desempregados, 1,63X mais em indivíduos

com renda familiar de 10 ou mais salários mínimos, e 2 X

mais em pessoas que não fazem exercícios físicos regulares.

Conclusões: Este é o primeiro estudo nacional, de base

populacional, da epidemiologia da CCD no Brasil. A prevalência

anual de CCD é de 6,9%. CCD é mais prevalente em mulheres,

em desempregados, em indivíduos com alta renda familiar e nos

sujeitos sem atividade física regular.