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Lesões em Ressonância Magnética de pacientes com Enxaqueca: o estudo CAMERA II

Sunday, September 13th, 2009

congressoenxaquecaIHC2009

Lesões em Ressonância Magnética de pacientes com Enxaqueca: o estudo CAMERA II.

Dr Michel Ferrari foi premiado com a conferência “International Headache Society Special Lecture” e falou sobre o estudo CAMERA II.

Lembrando do estudo CAMERA I, que mostrou dados importantes para o entendimento dos mecanismos da enxaqueca, analisando 295 exames de ressonância magnética sendo 140 controles, 161 pacientes com enxaqueca sem aura e 134 com enxaqueca com aura. Foram observados 4 achados no estudo: 1. Presença de lesões de substância branca em pacientes com enxaqueca, sendo mais frequentes quanto maior a frequência das crises de dor de cabeça. 2. Mais lesões isquemicas na circulação posterior (cerebelo) em pacientes com enxaqueca com aura, 3. mais depósitos de ferro e 4. mais lesões pontinas em pacientes com enxaqueca.

O estudo CAMERA II foram re-estudados 114 pacientes com enxaqueca com aura, 89 com enxaqueca sem aura e 83 controles,porém foram avaliados testes cognitivos, provas cerebelares, presença de shunt direito esquerdo, além de avaliação clínica e de ressonância magnética (RM). Não houve diferença na progressão das lesões de substância branca no cérebro dos pacientes (também descritas como gliose) em geral, porém em mulheres com enxaqueca com aura a progressão foi maior, o estudo apresentado ainda não está completo em sua análise, teremos que aguardar mais tempo para melhor definição.

Em relação a progressão das lesões isquÊmicas da circulação posterior (AVC) em enxaqueca, pode ser observada um aumento, os autores falam em progressão, mas na realidade não há uma análise intraindivíduo para se definir exatamente se há ou não progressão, além disso a população de pacientes com enxaqueca tinham um perfil cardiovascular pior, ou seja, mais predispostos a progressão das lesões vasculares.

O estudo CAMERA II mostrou também evidência populacional de ligação de enxaqueca com shunt direito-esquerdo. Também como resultado do estudo CAMERA II, foram observados pacientes com enxaqueca com aura, enxaqueca sem aura e controles que realizaram exame de doppler transcraniano para avaliar a presença de shunt direito-esquerdo. O shunt D-E foi achado em 52% dos pacientes com enxaqueca, 60% em enxaqueca com aura, sendo 46% de shunts de moderado para grande, comparado com 29% na população de controles.

O estudo CAMERA II deve nos fornecer mais dados importantes para a compreensão da enxaqueca.

Para saber mais sobre os tópicos clique nos itens abaixo

1. NEUROIMAGEM E DOR DE CABEÇA

2. NEUROESTIMULAÇÂO EM CEFALEIAS REFRATÁRIAS

3. NOVOS MEDICAMENTOS PARA ENXAQUECA

4. CEPHALALGIA AWARD : NEUROESTIMULADOR OCCIPITAL E SUPRAORBITAL PARA TRATAMENTO DA ENXAQUECA

5. GENÉTICA DA ENXAQUECA

6. PROGRESSÃO DE LESÕES NA RESSONÂNCIA EM ENXAQUECA – O ESTUDO CAMERA II

7. Participação dos brasileiros no IHC 2009

8. Pesquisas apresentadas

Genética da enxaqueca

Saturday, September 12th, 2009

Genética da enxaqueca

Dr van der Maagdenberg de Leiden na Holanda fez um resumo dos avanços genéticos na enxaqueca.

Mostrou que vários são os genes candidatos para a enxaqueca porém não há um único gene que seja predominante, até agora são 94 genes candidatos. Sabe-se que a genética na enxaqueca explica apenas parte da doença, estima-se que 25 a 50% da doença tenha implicação genética, muitos fatores ambientais e comportamentais acabam predominando em alguns pacientes. O site http://hugenavigator.net atualiza sempre as pesquisas genéticas em várias condições, é uma boa referência para consulta.

Os genes já estudados que apontam alguma importância na enxaqueca são os genes: 1, 4, 5, 6, 10, 11, 14, 15, 19 e X.

Dr Arn mostrou que em uma meta-análise recente o gene da MTHFR (metileno tetrahidrofolato redutase) mostrou-se significante na enxaqueca, ao passo que o gene da serotonina HTR2C foi negativo, porém estes estudos não particularizam os tipos diferentes de enxaqueca. O que a genética nos mostra é mais um exemplo, uma comprovação que a enxaqueca é uma doença multifatorial, com vários componentes envolvidos, temos que no futura aprender a particularizar os subtipos de dor de cabeça, por manifestação clínica, por associação com comorbidades e assim termos mais informaçãoes sobre os padrões genéticos das doenças.

Para saber mais sobre os tópicos clique nos itens abaixo

1. NEUROIMAGEM E DOR DE CABEÇA

2. NEUROESTIMULAÇÂO EM CEFALEIAS REFRATÁRIAS

3. NOVOS MEDICAMENTOS PARA ENXAQUECA

4. CEPHALALGIA AWARD : NEUROESTIMULADOR OCCIPITAL E SUPRAORBITAL PARA TRATAMENTO DA ENXAQUECA

5. GENÉTICA DA ENXAQUECA

6. PROGRESSÃO DE LESÕES NA RESSONÂNCIA EM ENXAQUECA – O ESTUDO CAMERA II

7. Participação dos brasileiros no IHC 2009

8. Pesquisas apresentadas