Arquivo: ‘Notícias’ Category

Dor cervical melhora com LASER

Sunday, December 27th, 2009

Terapia com LASER é eficaz contra dor cervical

Um estudo recente publicado em uma das maiores revistas de medicina (The Lancet) confirma através de uma metaanálise que a terapia com LASER melhora a dor cervical, a dor na nuca. Foram analisados 16 estudos que incluíram no total 820 pacientes. Tanto dor cervical aguda quanto crônica se mostraram melhores após o tratamento com a terapia com laser de baixa potência. Os efeitos colaterais da terapia com LASER são semelhantes aos níveis achados com o grupo placebo, ou seja, mínimos. A terapia com LASER é eficaz  para dor cervical aguda e crônica e sem efeitos colaterais significantes. Como pacientes com cefaleias, dores de cabeça, enxaqueca apresentam frequentemente dor cervical associada, é bem possível que o terapia com LASER seja também eficaz para o tratamento da enxaqueca.

Este artigo foi comentado pelo Dr Mario Peres, médico neurologista, pós-doutorado naThomas Jefferson University na área das cefaleias. Ligue  para 11 3285-5726 para marcar consulta e saber mais  sobre o tratamento com LASER.

Veja o resumo do artigo em inglês:

Efficacy of low-level laser therapy in the management of neck pain: a systematic review and meta-analysis of randomised placebo or active-treatment controlled trials

Roberta T Chow MBBS, Mark I Johnson PhD,  Rodrigo AB Lopes-Martins PhD, Jan M Bjordal

The Lancet, Volume 374, Issue 9705, Pages 1897 – 1908, 5 December 2009

Background. Neck pain is a common and costly condition for which pharmacological management has limited evidence of efficacy and side-effects. Low-level laser therapy (LLLT) is a relatively uncommon, non-invasive treatment for neck pain, in which non-thermal laser irradiation is applied to sites of pain. We did a systematic review and meta-analysis of randomised controlled trials to assess the efficacy of LLLT in neck pain.

Methods. We searched computerised databases comparing efficacy of LLLT using any wavelength with placebo or with active control in acute or chronic neck pain. Effect size for the primary outcome, pain intensity, was defined as a pooled estimate of mean difference in change in mm on 100 mm visual analogue scale.

Findings. We identified 16 randomised controlled trials including a total of 820 patients. In acute neck pain, results of two trials showed a relative risk (RR) of 1·69 (95% CI 1·22—2·33) for pain improvement of LLLT versus placebo. Five trials of chronic neck pain reporting categorical data showed an RR for pain improvement of 4·05 (2·74—5·98) of LLLT. Patients in 11 trials reporting changes in visual analogue scale had pain intensity reduced by 19·86 mm (10·04—29·68). Seven trials provided follow-up data for 1—22 weeks after completion of treatment, with short-term pain relief persisting in the medium term with a reduction of 22·07 mm (17·42—26·72). Side-effects from LLLT were mild and not different from those of placebo.

Interpretation. We show that LLLT reduces pain immediately after treatment in acute neck pain and up to 22 weeks after completion of treatment in patients with chronic neck pain.

Dr Mario Peres comenta estudo de AVC na Folha de São Paulo

Tuesday, October 13th, 2009

Dr Mario Peres comenta estudo de AVC na Folha de São Paulo.

CLaudia Colucci especial para folha saúde, na Folha de São Paulo de 13 de outubro de 2009 escreve sobre estudo sobre Ressonancia Magnética em AVC.

CLÁUDIA COLLUCCI
da Folha de S.Paulo

Um exame dos movimentos dos olhos do paciente, com duração de um minuto, é mais eficaz do que a ressonância magnética para detectar um tipo de AVC (acidente vascular cerebral), concluiu um estudo da Universidade Johns Hopkins (EUA), publicado na revista científica “Stroke”.

Para os neurologistas, os resultados são inovadores, mas precisam ser confirmados em testes de maior escala e se aplicariam apenas a uma parcela de pacientes em que o derrame apresenta sintomas semelhantes à labirintite (tontura e náuseas, por exemplo).

O estudo americano avaliou 101 pacientes. O teste ocular diagnosticou corretamente todos os casos de AVC. Já a ressonância falhou em oito casos.

O teste ocular é preconizado porque pacientes que estão tendo um derrame podem ter alterações no movimento dos olhos. Alguns não conseguem ajustar imediatamente a posição dos olhos se sua cabeça for movida rapidamente para o lado, ou apresentam movimentos desconexos quando tentam focar um objeto.

No estudo, os pacientes foram submetidos a três testes de movimento ocular. Um deles avaliou a incapacidade de a pessoa manter os olhos estáveis quando a cabeça era girada rapidamente para os lados.

Também foi observado se ocorriam movimentos aleatórios dos olhos quando os pacientes acompanhavam o dedo do médico. Por fim, verificou-se se um dos olhos ficava elevado em relação ao outro.

Após o teste, cada paciente foi submetido a uma ressonância magnética. No final, 69 pacientes foram diagnosticados com derrame e 25 com problemas no ouvido interno. O restante apresentava outros problemas neurológicos.

Utilizando apenas o exame dos movimentos dos olhos, os pesquisadores diagnosticaram corretamente todos os casos de AVC e 24 dos 25 casos de labirintite. Por outro lado, o exame de ressonância deu falso-negativo em oito dos 69 pacientes com derrame. O erro foi sanado com um segunda ressonância -providência adotada nos casos em que o primeiro exame não havia constatado o AVC.

Mesmo reconhecendo que o número de pacientes avaliados é pequeno, pesquisadores da Johns Hopkins estão otimistas com os resultados, especialmente pela precisão e pela redução de custos que o teste ocular representaria.

“A ideia de que um teste na cama possa superar um moderno exame de neuroimagem como a ressonância magnética é algo que a maioria dos médicos diria ser impossível, mas nós mostramos que isso é possível”, afirma David Newman-Toker, um dos autores do estudo.

O neurologista Mario Peres, do hospital Albert Einstein, considera o estudo americano “interessante e inovador”, mas diz que o número de pacientes avaliados é pequeno para qualquer conclusão. “É um pouco simplista achar que um exame ocular pode resolver todo o quadro diagnóstico do AVC.”

Segundo Peres, tonturas são de difícil diagnóstico na neurologia. Podem ser originadas de alterações metabólicas, circulatórias, labirínticas, visuais e também um sintoma do AVC. “O diagnóstico não se baseia só no exame ocular, mas sim em todo o exame neurológico e história clínica, e caso necessário, utilizamos as informações que a ressonância pode nos dar

Highlights das pesquisas apresentadas

Sunday, September 13th, 2009

congressoenxaquecaIHC2009

Abaixo encontram-se as pesquisas apresentadas no congresso este ano, um breve resumo de cada uma:

Progressão das Lesões de Substância Branca em Enxaqueca: resultados do seguimento por 9 anos no estudo CAMERA II. Foram re-estudados 114 pacientes com enxaqueca com aura, 89 com enxaqueca sem aura e 83 controles, não houve diferença na progressão das lesões em geral, porém em mulheres com enxaqueca com aura a progressão foi maior, o estudo apresentado ainda não está completo em sua análise, teremos que aguardar mais tempo para melhor definição.

Evidência populacional de ligação de enxaqueca com shunt direito-esquerdo. Também como resultado do estudo CAMERA II, foram observados pacientes com enxaqueca com aura, enxaqueca sem aura e controles que realizaram exame de doppler transcraniano para avaliar a presença de shunt direito-esquerdo. O shunt D-E foi achado em 52% dos pacientes com enxaqueca, 60% em enxaqueca com aura, sendo 46% de shunts de moderado para grande, comparado com 29% na população de controles.

Cefaleia Hípnica, 14 pacientes alteração morfológica no hipotálamo, cíngulo e insula bilateralmente, blink reflex e potencial evocado trigeminais normais.

Zelrix, sumatriptan iontoforesis patch

Levadex novo método de DHE map0004 orally  inhaled, estudos mostram que o remédio é superior a placebo.

COL-144 5ht1 F, , alívio da enxaqueca sem vasoconstrição.

PREEMPT 1 e 2 , onabotulinumtoxinA para o tratamento da enxaqueca crônica, ocorreu redução em dias de dor em

Investigação na cefaleia em trovoadas (thunderclap headache), em geral é feita com uma tomografia e o exame do LCR, porém diagnósticos como a arterite temporal doenças da hipofise, trombose venosa cerebral, dissecções arteriais podem ser perdidas, portanto considerar RM e angiografia em pacientes com este tipo de dor de cabeça.

Lesões em Ressonância Magnética de pacientes com Enxaqueca: o estudo CAMERA II

Sunday, September 13th, 2009

congressoenxaquecaIHC2009

Lesões em Ressonância Magnética de pacientes com Enxaqueca: o estudo CAMERA II.

Dr Michel Ferrari foi premiado com a conferência “International Headache Society Special Lecture” e falou sobre o estudo CAMERA II.

Lembrando do estudo CAMERA I, que mostrou dados importantes para o entendimento dos mecanismos da enxaqueca, analisando 295 exames de ressonância magnética sendo 140 controles, 161 pacientes com enxaqueca sem aura e 134 com enxaqueca com aura. Foram observados 4 achados no estudo: 1. Presença de lesões de substância branca em pacientes com enxaqueca, sendo mais frequentes quanto maior a frequência das crises de dor de cabeça. 2. Mais lesões isquemicas na circulação posterior (cerebelo) em pacientes com enxaqueca com aura, 3. mais depósitos de ferro e 4. mais lesões pontinas em pacientes com enxaqueca.

O estudo CAMERA II foram re-estudados 114 pacientes com enxaqueca com aura, 89 com enxaqueca sem aura e 83 controles,porém foram avaliados testes cognitivos, provas cerebelares, presença de shunt direito esquerdo, além de avaliação clínica e de ressonância magnética (RM). Não houve diferença na progressão das lesões de substância branca no cérebro dos pacientes (também descritas como gliose) em geral, porém em mulheres com enxaqueca com aura a progressão foi maior, o estudo apresentado ainda não está completo em sua análise, teremos que aguardar mais tempo para melhor definição.

Em relação a progressão das lesões isquÊmicas da circulação posterior (AVC) em enxaqueca, pode ser observada um aumento, os autores falam em progressão, mas na realidade não há uma análise intraindivíduo para se definir exatamente se há ou não progressão, além disso a população de pacientes com enxaqueca tinham um perfil cardiovascular pior, ou seja, mais predispostos a progressão das lesões vasculares.

O estudo CAMERA II mostrou também evidência populacional de ligação de enxaqueca com shunt direito-esquerdo. Também como resultado do estudo CAMERA II, foram observados pacientes com enxaqueca com aura, enxaqueca sem aura e controles que realizaram exame de doppler transcraniano para avaliar a presença de shunt direito-esquerdo. O shunt D-E foi achado em 52% dos pacientes com enxaqueca, 60% em enxaqueca com aura, sendo 46% de shunts de moderado para grande, comparado com 29% na população de controles.

O estudo CAMERA II deve nos fornecer mais dados importantes para a compreensão da enxaqueca.

Para saber mais sobre os tópicos clique nos itens abaixo

1. NEUROIMAGEM E DOR DE CABEÇA

2. NEUROESTIMULAÇÂO EM CEFALEIAS REFRATÁRIAS

3. NOVOS MEDICAMENTOS PARA ENXAQUECA

4. CEPHALALGIA AWARD : NEUROESTIMULADOR OCCIPITAL E SUPRAORBITAL PARA TRATAMENTO DA ENXAQUECA

5. GENÉTICA DA ENXAQUECA

6. PROGRESSÃO DE LESÕES NA RESSONÂNCIA EM ENXAQUECA – O ESTUDO CAMERA II

7. Participação dos brasileiros no IHC 2009

8. Pesquisas apresentadas

Cephalalgia award: Neuroestimulador occipital e supraorbital para enxaqueca

Saturday, September 12th, 2009

A conferência “Cephalalgia Award” o prêmio para o melhor estudo foi dada pelo Dr. Keneeth Reed

Neuroestimulador occipital e supraorbital para enxaqueca foi usado em 7 pacientes, o procedimento foi de fácil colocação, sem grandes efeitos colaterais, o mais importante é a parestesia concomitante.

Seis de sete pacientes tiveram excelente resposta, com diminuição completa da dor, e diminuição da medicação preventiva.

Esta é uma esperança para pacientes com enxaquecas refratárias, mias estudos deves ser feitos para melhor entendimento do papel dos neuroestimuladores em pacientes com cefaleias.

Para saber mais sobre os tópicos clique nos itens abaixo

1. NEUROIMAGEM E DOR DE CABEÇA

2. NEUROESTIMULAÇÂO EM CEFALEIAS REFRATÁRIAS

3. NOVOS MEDICAMENTOS PARA ENXAQUECA

4. CEPHALALGIA AWARD : NEUROESTIMULADOR OCCIPITAL E SUPRAORBITAL PARA TRATAMENTO DA ENXAQUECA

5. GENÉTICA DA ENXAQUECA

6. PROGRESSÃO DE LESÕES NA RESSONÂNCIA EM ENXAQUECA – O ESTUDO CAMERA II

7. Participação dos brasileiros no IHC 2009

8. Pesquisas apresentadas