Enxaqueca e risco cardiovascular (AVC)

Ao avaliar 27.798 mulheres americanas acima de 45 anos de idade, estudo recente publicado na revista Neurology observou 3.568 mulheres com enxaqueca, 74% delas tinham crises com frequencia menor que uma vez por mês, 20 % uma vez por mês e 5% com crises mais do que uma vez por semana.

  • A incidência de doença cardiovascular em 10 anos foi 2 vezes maior em pacientes com enxaqueca 1 x por semana ou mais.
  • A enxaqueca com aura foi mais associada a doença cardiovascular (1,8 a 2,4 x mais risco de revascularização e infarto). 
  • O risco para AVC foi de 4,25 vezes maior para enxaqueca com aura com crises > 1 x por semana. Este é o primeiro estudo que mostra diferença de risco de doença cardiovascular (avc e infarto do miocárdio) associado a frequencia de crises de enxaqueca, já se sabia que a enxaqueca, especialmente enxaqueca com aura, é fator de risco para AVC e infarto, mas crises mais frequentes são mais associadas a este risco.
  • Não há motivo para desespero, o risco é maior ao se avaliar um período de tempo muito grande (10 anos), a mensagem final é: trate preventivamente a sua enxaqueca!

    Este texto foi escrito e revisado em 26 de agosto de 2009 pelo Dr Mario Peres

    “Migraine frequency and risk of cardiovascular disease in women” Tobias Kurth, MD, ScD, Markus Schürks, MD, MSc, Giancarlo Logroscino, MD, PhD and Julie E. Buring, ScD, NEUROLOGY 2009;73:581-588,

    neurologyjournal

    Background: Migraine has been associated with risk of cardiovasculardisease (CVD). Data on the association between migraine frequencyand CVD are sparse.

    Methods: Prospective cohort study of 27,798 US women aged >45years, who were free of CVD, and for whom we had informationon lipids and migraine frequency. We categorized migraine frequencyas < monthly, monthly, and > weekly. Incident CVD was confirmedafter medical record review.

    Results: Of the 3,568 women with active migraine at baseline,75.3% reported a migraine frequency of < monthly, 19.7% monthly,and 5.0% > weekly. During 11.9 years of follow-up, 706 CVD eventsoccurred. Compared with women without migraine, the multivariable-adjustedhazard ratios (HRs) (95% confidence intervals) among activemigraineurs for CVD were 1.55 (1.22–1.97), 0.65 (0.31–1.38),and 1.93 (0.86–4.33) for an attack frequency of < monthly,monthly, and > weekly, respectively. The association betweenmigraine frequency and CVD was only apparent among migraineurswith aura. Among those, the multivariable-adjusted HRs for womenwith a migraine frequency < monthly ranged from 1.81 (1.30–2.50)for coronary revascularizations to 2.43 (1.58–3.74) formyocardial infarction. For women with active migraine with auraand migraine frequencies of > weekly, we only found significantincreased risk of ischemic stroke (HR = 4.25 [1.36–13.29]).

    Conclusions: In our data, the association between migraine andcardiovascular disease varies by migraine frequency. Significantassociations were only found among women with migraine withaura. Ischemic stroke was the only outcome associated with ahigh-attack frequency while a low-attack frequency was associatedwith any vascular event. Low number of outcome events shouldcaution the interpretation.

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