Neuroimagem: novidades do congresso internacional de cefaleia

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Foi apresentado hoje, 11 de setembro de 2009 um painel sobre neuroimagem na dor.

Uma das aulas de maior destaque foi a do Dr Vania Apkarian professor da Northwestern University que mostrou uma série de informações relevantes para as cefaleias porém de estudos que foram feitos em outras condições dolorosas. Ao analisar uma meta-análise de 98 estudos com neuroimagem em dor, sendo 60 deles avaliando dor em voluntários sadios, evidencia uma rede neural envolvida em dor aguda, os principais componentes são: cortex somatossensitivo primário e secundário, insula, cingulado anterior, e cortex pré-frontal, e tálamo. Dr Apkarian mostrou também a literatura de neuroimagem e dor crônica que abserva em diferentes tipos de dor uma atrofia cortical em diversas áreas, como o cortex pré-frontal. Em estudos de ressonância magnética funcional (RMf) interessantemente a intensidade da dor referida pelo paciente correlacionou com a atividade cerebral, ou seja, quanto mais dor mais ativação das áreas da dor, demostrando com bases neurais que o que o paciente relata é real. O mesmo foi encontrado com relação ao tempo de história da dor, quanto maior tempo de história maior ativação, poderíamos com a RM funcional dizer quanto o paciente tem de dor e há quanto tempo! Os estudos em dor crônica mostram que as vias neurais estão ligadas ao self (eu), consciência de si mesmo.

Dr Coghill, em uma interessante palestra mostrou como a dor pode ser modulada pelo sistema de expectativa. Mostrou em seus estudos que as pessoas mais sensíveis À dor percebem os sintoma de maneira diferente, mais acurada, com mais ativação do cortex somatossensitiva, quanto maior a sensibilidade do paciente. Mostrou sua casuística de pacientes que tiveram uma lesão na insula por AVC e tiveram alterados os padrões de avaliação da dor. Veja nas figuras abaixo:

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Outro dado importante que o dr Coghill nos trouxe foi a correlação de modulação da dor com a expectativa. Em artigo publicado no PNAS por Koyama, ficou demosntrado que nossa experiência subjetiva de dor é tremendamente afetada pela expectativa de que tipo de informação sensitiva está por vir. Quanto maior a expectativa de dor, mais ativação ocorreu no tálamo, insula, cortex pré-frontal e cortex cingulado anterior. A sensação da dor foi sobreposta às áreas da insula e cortex cingulado anterior. Quando a expetctativa foi manipulada, a experiencia subjetiva da dor reduziu, assim como as áreas cerebrais ativadas. O estudo mostra que a representação mental da expectativa de alguma sensação modula e formata os processos neurais que mediam a experiência sensitiva, portanto, expectativas positivas podem diminuir a gravidade de sídromes dolorosas crônicas como as cefaleias, enxaqueca.

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Para saber mais sobre os tópicos clique nos itens abaixo:

1. NEUROIMAGEM E DOR DE CABEÇA

2. NEUROESTIMULAÇÂO EM CEFALEIAS REFRATÁRIAS

3. NOVOS MEDICAMENTOS PARA ENXAQUECA

4. CEPHALALGIA AWARD : NEUROESTIMULADOR OCCIPITAL E SUPRAORBITAL PARA TRATAMENTO DA ENXAQUECA

5. GENÉTICA DA ENXAQUECA

6. PROGRESSÃO DE LESÕES NA RESSONÂNCIA EM ENXAQUECA – O ESTUDO CAMERA II

7. Participação dos brasileiros no IHC 2009

8. Pesquisas apresentadas

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