Enxaqueca afeta 15,2% da população no Brasil

Em estudo feito pelo comitê de pesquisa da Sociedade Brasileira de Cefaléia, com a análise de perto de 4000 pessoas em todo o território Nacional, os investigadores constataram a prevalência de enxaqueca em 15,2% da população. A enxaqueca foi mais prevalente nas mulheres, nos sedentários, nas pessoas com baixa renda, mas também nos que tem nível educacional mais alto.

Considerando-se apenas as mulheres, a enxaqueca afeta 20% da população. A explicação para aumento das taxas nas mulheres, que já foi constatada em outros países, é a genética, flutuação hormonal e estresse.

O estudo realça a importância dos exercícios físicos na enxaqueca, aqueles com hábitos mais sedentários apresentaram mais enxaqueca, implicações no tratamento preventivo podem surgir desta constatação, pois uma prescrição de exercícios pode amenizar as dores de cabeça.

O estress (stress) explica o fato de enxaqueca afetar mais pessoas de baixa renda e ao mesmo tempo afetar os de escolaridade mais alta.

Queiroz LP, Peres MFP, Piovesan EJ, Kowacs F, Ciciarelli MC, Souza JA & Zukerman E. A nationwide population-based study of migraine in Brazil. Cephalalgia 2009. London. ISSN 0333-1024

The aim of this study was to estimate the 1-year prevalence of migraine and the degree of the association of migraine with some sociodemographic characteristics of a representative sample of the adult population of Brazil. This was a cross-sectional, population-based study. Telephone interviews were conducted on 3848 people, aged 18-79 years, randomly selected from the 27 States of Brazil. The estimated 1-year gender- and age-adjusted prevalence of migraine was 15.2%. Migraine was 2.2 times more prevalent in women, 1.5 times more in subjects with > 11 years of education, 1.59 times more in subjects with income of < 5 Brazilian Minimum Wages per month, and 1.43 times more in those who do not do any physical exercise. The overall prevalence of migraine in Brazil is 15.2%. Migraine is significantly more prevalent in women, subjects with higher education, with lower income, and those who do not exercise regularly, independently of their body mass index.

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