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Analgésicos para enxaqueca, dor de cabeça. Entrevista na Folha de São Paulo

Friday, May 28th, 2010

Analgésicos para enxaqueca, dor de cabeça. Dr Mario Peres é entrevistado na Folha de São Paulo. Veja a matéria abaixo

27 de maio de 2010

Uso abusivo de analgésicos pode levar a “vício” psíquico

RACHEL BOTELHO
DE SÃO PAULO

Para conseguir suportar as dores de cabeça que a atormentam dia sim, dia não, desde os 15 anos, a advogada Vanessa Balan, 33, recorre logo aos analgésicos.

Sempre que o remédio deixa de fazer efeito, troca de marca ou princípio ativo. Nas crises mais fortes, consome até três comprimidos por dia.

Ela e muita gente. Em 2009, os brasileiros destinaram mais de R$ 1,5 bilhão para a compra de dipirona, aspirina e ibuprofeno, alguns dos analgésicos mais vendidos. Equivale a mais de 120 milhões de embalagens, segundo o IMS Health, que audita o mercado farmacêutico.

O uso abusivo e a automedicação levaram a Anvisa a suspender a exposição dessas drogas nas gôndolas.

No caso da dor de cabeça, o problema é mais grave, porque essas drogas têm efeito rebote: quanto mais a pessoa toma, mais dor tem. Uma análise de estudos publicada no “British Medical Journal” mostra que a ingestão em 15 dias do mês é suficiente para causar o efeito.

Cerca de 7% da população tem cefaleia crônica. É o grupo que sofre de dor mais de 15 dias ao mês -e está sujeito ao abuso de analgésicos.

O efeito rebote parece ser desencadeado pelo uso regular dessas drogas: tomar um comprimido todos os dias é mais arriscado do que ingerir três uma só vez por semana.

“A cefaleia de rebote também é comportamental. A ansiedade e o medo de ter dor trazem mais dor, não é só o uso do analgésico”, diz o neurologista Mario Peres, do hospital Albert Einstein.

SEMPRE NA BOLSA

O uso abusivo provoca efeitos colaterais, como hipertensão, gastrite e hepatite -além de dependência psíquica. Que o diga Vanessa: “Se não tiver o remédio na bolsa, já fico neurótica, achando que vou ter dor.”

“Tem gente que acha que vai ter dor e já toma aspirina. Isso, quatro vezes por semana. Alguns nem sabem que os analgésicos podem causar problemas sérios”, diz Irimar de Paula Posso, chefe da equipe de controle de dor da divisão de anestesia do Hospital das Clínicas.

A aspirina, por exemplo, inibe a produção das prostaglandinas, que protegem a mucosa gástrica e os rins. “Isso causa hipertensão e insuficiência cardíaca. Basta tomar todo dia”, diz Posso.

O paracetamol, por sua vez, pode produzir hepatite medicamentosa -principal causa de transplantes de fígado nos Estados Unidos.

APAGANDO INCÊNDIO

Em vez de apelar para paliativos, o certo é prevenir as crises. “É preciso saber os fatores desencadeantes. O analgésico só está apagando incêndio”, afirma Peres.

Se o abuso de analgésicos já é um fato, indica-se um tratamento de transição, com drogas que não causam efeito rebote ou que são utilizadas por pouco tempo, antes de atacar a origem da dor.

A interrupção do ciclo vicioso pode, sim, trazer sensações desagradáveis. Muitos analgésicos contêm altas doses de cafeína, e sua falta causa a chamada cefaleia de retirada. Por isso, é bom um acompanhamento médico para parar com essas drogas.

  Arte/Folha  

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/741518-uso-abusivo-de-analgesicos-pode-levar-a-vicio-psiquico.shtml

Tratamento da enxaqueca

Tuesday, December 8th, 2009
TRATAMENTO DA ENXAQUECA  O primeiro passo para um tratamento eficaz da enxaqueca ou outra dor de cabeça, cefaleia, como a cefaleia tensional, cefaleia em salvas é o correto diagnóstico. Quando a dor é diária, mais dias com dor do que sem dor, o tratamento muda consideravelmente.

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tratamento da enxaqueca 

TRATAMENTO DA ENXAQUECA

O primeiro passo para um tratamento eficaz da enxaqueca ou outra dor de cabeça, cefaleia, como a cefaleia tensional, cefaleia em salvas é o correto diagnóstico

Quando a dor é diária, mais dias com dor do que sem dor, o tratamento muda consideravelmente

Na enxaqueca, o mais importante é o tratamento preventivo, cuidado com o uso excessivo de analgésicos

Entender o que é a enxaqueca é fundamental para o paciente, saber suas causas e como evitá-la

Entender que o sistema de dor é um sistema de defesa do organismo que dispara quando algo nao está bem, e na enxaqueca ele dispara demais

Portanto é imprescindível tratar o problema na sua raiz, evitando que o sistema de dor dispare excessivamente, analgésicos nāo  sāo tāo importantes como os preventivos

Existem tratamentos medicamentosos e nao medicamentosos para enxaqueca. Normalmente eles sāo associados

Exercícios físicos, psicoterapia, higiene do sono, manejo do estresse, relaxamentos, fisioterapia, acupuntura sāo formas de tratamento nāo medicamentosos para enxaqueca.

Evitar os desencadeantes é também importante, para entender melhor muitas vezes é necessário preencher um diário, anotando a ocorrência das crises e os fatores que as provocaram

Os principais desencadeantes sāo:

  1. preocupações, ansiedade, stress
  2. ficar sem comer, bebida alcoólica, excesso de café, adoçantes
  3. Período menstrual na mulher
  4. Dormir pouco, dormir muito, sono mal dormido
  5. Sol, claridade, mudancas climáticas
  6. Cigarro, poluiçāo

Dietas muito restritivas nāo adiantam muito a nāo ser que seja constatada alguma alergia, intolerância à lactose ou doença celíaca (glúten).

Muitos remédios podem ser usados para o tratamento da enxaqueca. Dividimos em algumas classes: 1.antidepressivos 2.neuromoduladores 3.betabloqueadores 4.outros

Antidepressivos tricíclicos como a amitriptilina ou nortriptilina sāo usados, mas outros mais recentes como os inibidores de recaptaçāo de serotonina / noradrenalina sāo melhores tolerados

Sāo eles

Escitalopram, paroxetina, citalopram (sertralina e fluoxetina sāo neutros p enxaqueca)

Venlafaxina, duloxetina e agomelatina sāo uteis

Topiramato e divalproato sāo os neuromoduladores (chamados tb de anticonvulsivantes) mais prescritos, topiramato induz a perda de peso. Gabapentina, pregabalina podem ser usados

Atenolol, propranolol, metoprolol sāo os betabloqueadores mais frequentes, sāo bem tolerados, devem ser evitados em pacientes com asma

Flunarizina funciona bem, mas aumenta peso e pode agravar depressao. Pizotifeno e uma opcao Verapamil é primeira escolha para cefaleia em salvas.

Melatonina é bem tolerada e eficaz no tratamento da enxaqueca, também boa para insônia, sem efeitos colaterais

Vitamina B2 (riboflavina), Magnesio e Coenzima q10 ja foram estudados

Petasitis hibridus e tanacetum parthenium sao fitoterapicos com estudos positivos na prevençāo da enxaqueca.

A toxina botulínica tipo A (BOTOX) foi comprovada eficaz para o tratamento da enxaqueca crônica.

Procure um neurologista, insista no tratamento, se um remédio nāo funcionar pode-se tentar outros. Procure fazer exercícios físicos, dormir bem, nāo exagere no álcool, café, nāo se preocupe excessivamente, controle a irritaçāo

Para mais informações acesse o http://cefaleias.com.br

Para marcar uma consulta com o Dr Mario Peres, médico neurologista, diretor do Centro de Cefaleia Sāo Paulo, ligue para 

Centro de Cefaleia São Paulo, situado a R Joaquim Eugenio de Lima, 881 cj 708, fone (11) 3285-5726  Jardins – São Paulo – SP

Consultório no Hospital Albert Einstein, Sala 110- 1 andar, (11) 2151-0110  Morumbi, São Paulo, SP

Leia o livro Dor de Cabeça: o que ela quer com você? Integrare Editora, Escrito pelo Dr Mario Peres

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Cafeína e dor de cabeça

Saturday, June 27th, 2009

Veja na figura abaixo a quantidade de cafeína em bebidas e alimentos, faça as contas, se passar de 200 mg a cafeína pode causar dor de cabeça. A cafeína é um estimulante, melhora a atenção, melhora o estado de alerta, diminui a sonolência diurna, mas pode agravar dores de cabeça, dar insônia, ansiedade, irritabilidade, tremores nas mãos.

cafeína e dor de cabeça
cafeína e dor de cabeça

 Pessoas perguntam a razão de ter cafeína em certos analgésicos, em remédios para dor de cabeça, e se estes medicamentos contém cafeína, porque a cafeína então causaria mais dor de cabeça, ao invés de melhorá-la. A resposta é simples, o problema do consumo da cafeína é a sua fequencia, se o indivíduo ingere grande quantidade de cafeína todos os dias, e além disto, também ingere analgésicos que contenham cafeína, para tratar dores de cabeça diárias, o efeito passa a ser contrário, de rebote, causando sim mais dor de cabeça.

Dor de cabeça na Dengue

Sunday, June 21st, 2009

Dengue tem como uma das principais manifestações a dor de cabeça. 

MINHA DOR DE CABEÇA PODE SER DA DENGUE?

A dor de cabeça da dengue acompanha os outros sintomas da doença, como a dor no corpo, febre e mal-estar. Uma dor de cabeça aguda, forte, diferente das que habitualmente a pessoa costuma ter, com uma sequencia de dias com dor, associada a febre e dor no corpo, se o indivíduo esteve em áreas endêmicas deDengue, deve-se pensar no diagnóstico. Se ocorrer rigidez de nuca, vômitos, meningites viral,meningite bacteriana, ou meningite deoutra etiologia pode ser diagnosticada, para excluir esta suspeita deve ser feito, a critério médico, o exame do líquor.

Dor de cabeça intermitente, há vários anos, com intervalos longos entre uma crise e outra é pouco provável de ser originada da dengue. Na dor de cabeça da dengue os olhos costumam estar doloridos, com piora da dor quando eles se movimentam.

A dengue é uma doença febril aguda causada por um vírus da família do flavivirus, é de evolução benigna, na maioria dos casos, e seu principal vetor é o mosquito Aedes aegypti, que se desenvolve em áreas tropicais e subtropicais. A dengue é um dos principais problemas de saúde pública de todo o mundo.

O vírus causador da doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. A infecção por um deles dá proteção permanente para o mesmo sorotipo e imunidade parcial e temporária contra os outros três.

Existem duas formas de dengue: a clássica e a hemorrágica. A dengue clássica apresenta-se geralmente com febre, dor de cabeça, no corpo, nas articulações e por trás dos olhos, podendo afetar crianças e adultos, mas raramente mata. A dengue hemorrágica é a forma mais severa da doença, pois além dos sintomas citados, é possível ocorrer sangramento, septicemia e a evolução pode ser fatal.

mancha na perna da dengue

Figura dengue, dor de cabeça, cefaleia, mosquito, rash

Figura dengue, dor de cabeça, cefaleia, mosquito, rash

TRANSMISSÃO
A dengue não é transmitida de pessoa para pessoa. Seu principal vetor é o mosquito Aedes aegypti que, após um período de 10 a 14 dias, contados depois de picar alguém contaminado, pode transportar o vírus da dengue durante toda a sua vida. O ciclo de transmissão ocorre do seguinte modo: a fêmea do mosquito deposita seus ovos em recipientes com água. Ao saírem dos ovos, as larvas vivem na água por cerca de uma semana. Após este período, transformam-se em mosquitos adultos, prontos para picar as pessoas. O Aedes aegypti procria em velocidade prodigiosa e o mosquito adulto vive em média 45 dias. 

Temperatura
A transmissão da doença raramente ocorre em temperaturas abaixo de 16° C, sendo que a mais propícia gira em torno de 30° a 32° C. A fêmea coloca os ovos em condições adequadas (lugar quente e úmido) e em 48 horas o embrião se desenvolve. É importante lembrar que os ovos que carregam esse embrião podem suportar até um ano a seca e serem transportados por longas distâncias, grudados nas bordas dos recipientes. Essa é uma das razões para a difícil erradicação do mosquito. Para passar da fase do ovo até a fase adulta, o aedes demora em média dez dias.
Os mosquitos acasalam no primeiro ou no segundo dia após se tornarem adultos. Depois deste acasalamento, as fêmeas passam a se alimentar de sangue, que possui as proteínas necessárias para o desenvolvimento dos ovos. 

O Mosquito Aedes Aegypti mede menos de um centímetro, tem aparência inofensiva, cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas. Costuma picar nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, evitando o sol forte, mas, mesmo nas horas quentes, ele pode atacar à sombra, dentro ou fora de casa. Há suspeitas de que alguns ataquem durante a noite. O indivíduo não percebe a picada, pois no momento não dói e nem coça.

Segundo uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) a fêmea do Aedes voa até mil metros de distância de seus ovos. Com isso, os pesquisadores descobriram que a capacidade do mosquito é maior do que os especialistas acreditavam. Até então, eles sabiam que o Aedes só se distanciava cem metros.

Sintomas
Após a picada do mosquito, os sintomas se manifestam a partir do terceiro dia. O tempo médio do ciclo é de 5 a 6 dias.O intervalo entre a picada e a manifestação da doença chama-se período de incubação. É depois desse período que os sintomas aparecem: 
Dengue Clássica
Na dengue clássica a febre costuma durar de três a oito dias e pode causar pequenas bolhas vermelhas em algumas regiões do corpo, como pés, pernas e axilas. O paciente demora, em geral, uma semana para ficar bom. Porém, o cansaço e a falta de apetite podem demorar até quinze dias para sumir. A recuperação costuma ser total.

Os sintomas da dengue clássica são:

1.Febre alta com início súbito 2. Forte dor de cabeça 3. Dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos· 4.Perda do paladar e apetite 5· Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores 6· Náuseas e vômitos 7· Tonturas 8· Extremo cansaço 9· Moleza e dor no corpo 10· Muitas dores nos ossos e articulações.

Dengue Hemorrágica
Os sintomas da dengue hemorrágica são os mesmos da dengue comum. A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta:· Dores abdominais fortes e contínuas. Vômitos persistentes · Pele pálida, fria e úmida· Sangramento pelo nariz, boca e gengivas· Manchas vermelhas na pele· Sonolência, agitação e confusão mental· Sede excessiva e boca seca· Pulso rápido e fraco· Dificuldade respiratória· Perda de consciência.

Na dengue hemorrágica o quadro clínico se agrava rapidamente, apresentando sinais de insuficiência circulatória e choque, podendo levar a pessoa à morte em até 24 horas. De acordo com estatísticas do Ministério da Saúde, cerca de 5% das pessoas com dengue hemorrágica morrem. O objetivo do Ministério é que esse número seja reduzido a menos de 1%.

TRATAMENTO
O Aedes Aegypti mede menos de um centímetro, tem aparência inofensiva, cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas.
A reidratação oral é uma medida importante e deve ser realizada durante todo o período de duração da doença e, principalmente, da febre. O tratamento da dengue é de suporte, ou seja, alívio dos sintomas, reposição de líquidos perdidos e manutenção da atividade sangüínea. A pessoa deve manter-se em repouso, beber muito líquido (inclusive soro caseiro) e só usar medicamentos prescritos pelo médico, para aliviar as dores e a febre. 

o ser observado o primeiro sintoma, deve-se buscar orientação médica no posto de saúde mais próximo. As pessoas que já contraíram a forma clássica da doença devem procurar, imediatamente, atendimento médico em caso de reaparecimento dos sintomas agravados com os sinais de alerta, pois correm o risco de estar com dengue hemorrágica, que é o tipo mais grave. Todo tratamento só deve ser feito sob orientação médica.

O tratamento da dengue requer repouso e a ingestão de muito líquido, como água, sucos naturais ou chá. No tratamento, também são usados medicamentos anti-térmicos que devem recomendados por um médico.

É importante destacar que a pessoa com dengue NÃO pode tomar remédios à base de ácido acetil salicílico, como AAS, Melhoral, Doril, Sonrisal, Alka-Seltzer, Engov, Cibalena, Doloxene e Buferin. Como eles têm um efeito anticoagulante, podem promover sangramentos.

Para marcar consulta com Dr Mario Peres, médico neurologista, ligue para 11 32855726 ou 11 37473309 (hospital albert einstein). Para sabermais sobre a clínica e o Dr Mario Peres clique em http://cefaleias.com.br/clinica

Escala de Dependência detecta uso excessivo de medicação analgésica para dor de cabeça

Tuesday, June 16th, 2009

Escala de gravidade de dependência detecta pessoas com uso excessivo de medicação aguda por cefaleia.

Pesquisadores da Noruega estudaram 30.000 pessoas em Akershus, estudando desta populçao 405 pacientes com cefaleias crônicas. Os pacientes com dores de cabeça diárias e que abusavam de analgésicos tinham escores da escala maiores que os que não usavam excessivamente os remédios para a crise de dor (5,6 vs 2,7). O padrão de uso dos analgésicos deve ser melhor estudado nas cefaleias diárias, pois o perfil de abuso pode ser um complicador da evolução, assim como a presença de outras comorbidades psiquiátricas.

Este artigo foi comentado pelo dr Mario Peres, em 16 de junho de 2009. 

 

The Severity of Dependence Scale detects people with medication overuse: the Akershus study of chronic headache

R B Grande et al Akershus University Hospital, Lørenskog, Norway

 Objective: To evaluate the Severity of Dependence Scale (SDS) in people with primary chronic headache and analyse the pattern of medication overuse. Design: Cross sectional epidemiological survey. A posted questionnaire screened for chronic headache. Neurological residents interviewed those with self-reported chronic headache. The International Classification of Headache Disorders was used. Split file methodology was employed for data analysis. Setting: Akershus University Hospital, Oslo, Norway. Participants: A random sample of 30 000 people, aged 30–44 years, from the general population of Akershus County, Norway. 405 people had primary chronic headache. Main outcome measure: SDS score in those with and without medication overuse. Results: The screening questionnaire response rate was 71% and the participation rate of the interview 74%. Among 405 people with primary chronic headache, 95% had chronic tension-type headache, 4% had chronic migraine and <1% had other primary chronic headaches. Of 386 persons with chronic tension-type headache, 44% had medication overuse and 47% had co-occurrence of migraine. Simple analgesics, combination analgesics, triptans, ergotamine, opioids and a combination of acute medications were overused by 65%, 27%, 4%, <1%, 1% and 2% of people, respectively. The mean SDS score was significantly higher in those with than in those without medication overuse (5.6 vs 2.7; p<0.001). Conclusion: The SDS questionnaire detects medication overuse and dependency-like behaviour in persons with primary chronic headache.