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    Ansiedade e Enxaqueca. Trabalho apresentado no Congresso Americano de Cefaleias.

    Ansiedade e Enxaqueca

    Dr Mario Peres apresenta pesquisa sobre ansiedade e enxaqueca no Congresso Americano de Cefaleias, 24 a 27 de junho de 2010.

    Veja o poster abaixo

    Enxaqueca e Ansiedade



    Analgésicos para enxaqueca, dor de cabeça. Entrevista na Folha de São Paulo

    Analgésicos para enxaqueca, dor de cabeça. Dr Mario Peres é entrevistado na Folha de São Paulo. Veja a matéria abaixo

    27 de maio de 2010

    Uso abusivo de analgésicos pode levar a “vício” psíquico

    RACHEL BOTELHO
    DE SÃO PAULO

    Para conseguir suportar as dores de cabeça que a atormentam dia sim, dia não, desde os 15 anos, a advogada Vanessa Balan, 33, recorre logo aos analgésicos.

    Sempre que o remédio deixa de fazer efeito, troca de marca ou princípio ativo. Nas crises mais fortes, consome até três comprimidos por dia.

    Ela e muita gente. Em 2009, os brasileiros destinaram mais de R$ 1,5 bilhão para a compra de dipirona, aspirina e ibuprofeno, alguns dos analgésicos mais vendidos. Equivale a mais de 120 milhões de embalagens, segundo o IMS Health, que audita o mercado farmacêutico.

    O uso abusivo e a automedicação levaram a Anvisa a suspender a exposição dessas drogas nas gôndolas.

    No caso da dor de cabeça, o problema é mais grave, porque essas drogas têm efeito rebote: quanto mais a pessoa toma, mais dor tem. Uma análise de estudos publicada no “British Medical Journal” mostra que a ingestão em 15 dias do mês é suficiente para causar o efeito.

    Cerca de 7% da população tem cefaleia crônica. É o grupo que sofre de dor mais de 15 dias ao mês -e está sujeito ao abuso de analgésicos.

    O efeito rebote parece ser desencadeado pelo uso regular dessas drogas: tomar um comprimido todos os dias é mais arriscado do que ingerir três uma só vez por semana.

    “A cefaleia de rebote também é comportamental. A ansiedade e o medo de ter dor trazem mais dor, não é só o uso do analgésico”, diz o neurologista Mario Peres, do hospital Albert Einstein.

    SEMPRE NA BOLSA

    O uso abusivo provoca efeitos colaterais, como hipertensão, gastrite e hepatite -além de dependência psíquica. Que o diga Vanessa: “Se não tiver o remédio na bolsa, já fico neurótica, achando que vou ter dor.”

    “Tem gente que acha que vai ter dor e já toma aspirina. Isso, quatro vezes por semana. Alguns nem sabem que os analgésicos podem causar problemas sérios”, diz Irimar de Paula Posso, chefe da equipe de controle de dor da divisão de anestesia do Hospital das Clínicas.

    A aspirina, por exemplo, inibe a produção das prostaglandinas, que protegem a mucosa gástrica e os rins. “Isso causa hipertensão e insuficiência cardíaca. Basta tomar todo dia”, diz Posso.

    O paracetamol, por sua vez, pode produzir hepatite medicamentosa -principal causa de transplantes de fígado nos Estados Unidos.

    APAGANDO INCÊNDIO

    Em vez de apelar para paliativos, o certo é prevenir as crises. “É preciso saber os fatores desencadeantes. O analgésico só está apagando incêndio”, afirma Peres.

    Se o abuso de analgésicos já é um fato, indica-se um tratamento de transição, com drogas que não causam efeito rebote ou que são utilizadas por pouco tempo, antes de atacar a origem da dor.

    A interrupção do ciclo vicioso pode, sim, trazer sensações desagradáveis. Muitos analgésicos contêm altas doses de cafeína, e sua falta causa a chamada cefaleia de retirada. Por isso, é bom um acompanhamento médico para parar com essas drogas.

      Arte/Folha  

    http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/741518-uso-abusivo-de-analgesicos-pode-levar-a-vicio-psiquico.shtml



    Critério de Dependência – Abuso de Substâncias

    DSM-IV Critérios de dependência de substâncias 

     Dependência química é definido como um padrão maladaptativo de uso de substância levando a prejuízo clinicamente significativo ou sofrimento, manifestado por três (ou mais)
    dos seguintes, ocorrendo a qualquer momento no mesmo período de 12 meses:

    1. Tolerância, definida por um dos seguintes procedimentos:
    (A) A necessidade de quantidades nitidamente aumentadas da substância para atingir intoxicação ou o efeito desejado
    ou
    (B) Efeito marcadamente reduzido com o uso continuado da mesma quantidade da substância.

    2. Retirada, manifestada por um dos seguintes procedimentos:
    (A) A síndrome de abstinência característica para a substância
    ou
    (B) A mesma substância (ou intimamente relacionado) é tomada para aliviar ou evitar sintomas de abstinência.

    3. A substância é geralmente consumida em maiores quantidades ou por um período mais longo do que pretendia.

    4. Existe um desejo persistente ou esforços infrutíferos para reduzir ou controlar o uso da substância.

    5. Uma grande parte do tempo é gasto em atividades necessárias para obter a substância, o uso da substância, ou recuperar
    de seus efeitos.

    6. Importante atividades sociais, ocupacionais ou recreativas são abandonadas ou reduzidas em virtude do uso da substância.

    7. O uso da substância é continuado apesar do conhecimento de ter um problema físico ou psicológico persistente
    que é provável que tenha sido causado ou exacerbado pela substância (por exemplo, o uso de cocaína em curso
    apesar do reconhecimento da depressão induzida por cocaína ou uso de bebida continuou apesar do reconhecimento de que uma úlcera
    foi agravada pelo consumo de álcool).
    DSM-IV os critérios para dependência de substâncias inclui vários especificadores, uma das quais se delineia substância
    dependência é com a dependência fisiológica (prova de tolerância ou abstinência) ou sem
    dependência fisiológica (sem evidência de tolerância ou abstinência). Além disso, as categorias de dispensa são classificados em quatro
    subtipos: (1) completa (2), parcial precoce, (3) sustentadas, e (4) parcial sustentado; com base nos se algum dos
    critérios para abuso ou dependência foram atingidos e em que prazo. A categoria remissão pode também ser
    usado para pacientes que recebem a terapia do agonista (tais como manutenção com metadona) ou para aqueles que vivem em um ambiente controlado,
    ambiente livre de drogas.



    Dores de Cabeça Frequentes – Dores de Cabeça Constantes

    Dores de Cabeça Constantes

    Dor de Cabeça ConstanteDr Mario Peres, médico neurologista escreve sobre as causas, sintomas e tratamento das dores de cabeça constantes.

    Dores de cabeça constantes, frequentes são comuns na população geral. Estudo por nós realizado mostrou que no Brasil 6,9% das pessoas apresentam mais dias com dor de cabeça do que sem dor.

    O diagnóstico das dores de cabeça constantes e frequentes tem que ser realizado, o que pode ser uma dor de cabeça constante, o que podem ser dores de cabeça frequentes? O primeiro passo é distinguir entre dores de cabeça (cefaleias) primárias ou secundárias. As dores de cabeça podem ser originadas de doenças outras como a sinusite, meningite, tumor cerebral, aneurisma cerebral ou também causas simples como infecções virais, anemias, hipotireoidismo.

    Quando a dor de cabeça constante e frequente é caracterizada como uma cefaleia primária, agrupamos nas chamadas dores de cabeça diárias, a cefaleia crônica diária.

    SINTOMAS ASSOCIADOS A DORES DE CABEÇA CONSTANTES

    Pode ser comum apresentarem-se sintomas juntamente com as dores de cabeça constantes, dores musculares, dores na nuca, dores no pescoço. As dores de cabeça podem ser apenas do lado esquerdo, ou apenas do lado direito, isto pode apontar para alguma causa específica, o médico avaliará este aspecto com detalhe. As dores podem aparecer com tontura, vertigem, sensação de rodar, ou mesmo uma tontura como um mareamento, ou sensação de cabeça leve, sem a sensação rotatória. Formigamentos podem aparecer também. Ansiedade e dores de cabeça são muitas vezes associadas, estresse (stress), preocupações excessivas, antecipação de acontecimentos frequentemente podem estar presentes nos quadros de cefaleias constantes. A sensação de pressão na cabeça é muitas vezes descrita, mas quando o diagnóstico está relacionado a enxaqueca a dor de cabeça normalmente é latejante, é pulsátil.

    Dores de cabeça constantes e frequentes podem aparecer na criança, na infância, também na gravidez, menopausa, climatério.

    CEFALEIA CRÔNICA DIÁRIA

    A cefaleia crônica diária é uma síndrome que compreende quatro doenças que tem em comum o fato de apresentarem a dor de cabeça diariamente, ou quase diariamente, por definição, dor de cabeça ou cefaleia diária é aquela dor de cabeça que aparece por mais do que 15 dias em um mês, por mais de três meses.

    Enxaqueca crônica, cefaleia tensional crônica, hemicrania continua, cefaleia nova diária e persistente são as quatro síndromes que compoem a cefaleia crônica diaria.

    A enxaqueca crônica evolui geralmente de uma cefaleia do tipo enxaqueca, ocasional, esporádica, e passa a aumentar a frequencia até chegar a ser diária, ou vir mais dias com dor do que sem dor. Da mesma forma a cefaleia tensional, porém como o próprio nome coloca, com caracterísitcas de dor de cabeça tipo tensional.

    A cefaleia nova diária e persistente é caracterizada pela cefaleia de início já com fequencia alta, diária, não ocorre uma evolução como na enxaqueca crônica e cefaleia tensional crônica. Chamada em ingles de “new daily persistent headache”.

    A hemicrania continua também é classificada como uma cefaleia trigêmino-autonomica. É uma dor de cabeça que responde completamente a indometacina, uma antiinflamatório, que com o ajuste de dose alivia 100% das dores da hemicrania continua. A dor de cabeça pode ser forte nas exacerbações, mas tem uma dor de cabeça basal continua de intensidade leve e moderada. O termo hemicrania significa na metade do cranio, a hemicrania continua portanto  é uma dor de cabeça que ocorre apenas em uma metade da cabeça.

    TRATAMENTO DA DOR DE CABEÇA CONSTANTE e FREQUENTE

    Após definido o diagnóstico da dor de cabeça constante, frequente, se for descoberta alguma doença como a sinusite ou meningite ela será tratada conforme a avaliação médica. Sendo definida uma cefaleia primária como a enxaqueca, cefaleia tensional ou outra dor de cabeça, o tratamento será preventivo, para evitar que venha a dor de cabeça, com medidas medicamentosas e não medicamentosas, remédios como antidepressivos, anticonvulsivantes (neuromoduladores), betabloqueadores, melatonina, toxina botulínica (botox), bloqueios de nervos, vitaminas e fitoterápicos podem ser utilizados.

    Um cuidado especial tem que ser tomado com a prescrição e uso de analgésicos, pois pode ocorrer a cefaleia rebote, pelo uso abusivo dos analgésicos. Pode ser necessário um tratamento de transição para desintoxicação dos analgésicos.

    Este artigo e qualquer informação do site não substitui uma consulta médica, não se auto-medique, procure um neurologista. Este artigo foi escrito e revisto pelo Dr Mario Peres, médico neurologista, coordenador do Centro de Cefaleia São Paulo em 15 de maio de 2010.

    Para marcar uma consulta no Centro de Cefaleia ligue para (11) 3285-5726 begin_of_the_skype_highlighting              (11) 3285-5726      end_of_the_skype_highlighting, para marcar no Hospital Albert Einstein ligue para (11) 2151-0110 begin_of_the_skype_highlighting              (11) 2151-0110      end_of_the_skype_highlighting.

    palavras-chave: dor de cabeça, dor de cabeça constante, dor de cabeça estresse, dor de cabeca frequente, dor de cabeca lado direito, dor de cabeca lado esquerdo, dor de cabeca muscular, dor de cabeça na criança, dor de cabeça na gravidez,dor de cabeca na nuca, dor de cabeca no pescoço, dor de cabeca stress, dor muscular, dor na nuca, dores de cabeça, dores de cabeça aneurisma, dores de cabeça aneurisma cerebral, dores de cabeça ansiedade, dores de cabeça constantes, dores de cabeça estresse, dores de cabeça fortes, dores de cabeca frequentes, dores de cabeça meningite,dores de cabeca musculares, dores de cabeça na criança, dores de cabeça na gravidez, dores de cabeça pressão, dores de cabeça remédio, dores de cabeça sinusite, dores de cabeça stress, dores de cabeça tontura, dores de cabeça tumor, dores de cabeça tumor cerebral, dores de cabeça tumor na cabeça, dores musculares, remédio para dores de cabeça, tratamento dores de cabeça, tratamento para dores de cabeça, Enxaqueca crônica, cefaleia tensional crônica, hemicrania continua, cefaleia nova diária e persistente, antidepressivos, anticonvulsivantes, neuromoduladores, betabloqueadores, melatonina, toxina botulínica, botox, bloqueios de nervos, vitaminas, fitoterápicos




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